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alexandre o'neill, de porta em porta

De porta em porta


— Quem? O infinito?
Diz-lhe que entre.
Faz bem ao infinito
estar entre gente.

 

— Uma esmola? Coxeia?
Ao que ele chegou!
Podes dar-lhe a bengala
que era do avô

 

— Dinheiro? Isso não!
Já sei, pobrezinho,
que em vez de pão
ia comprar vinho...

 

— Teima? Que topete!
Quem se julga ele
se um tigre acabou
nesta sala em tapete?

 

— Para ir ver a mãe?
Essa é muito forte!
Ele tem não tem mãe
e não é do Norte...

 

— Vítima de quê?
O dito está dito.
Se não tinha estofo
quem o mandou ser
infinito?

Alexandre O'Neill

 



18/12/2006
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