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30 décembre 2006 — saddam hussein assassiné (IV)

• O ASSASSINATO DE SADDAM HUSSEIN

 

 

 

 

O enforcamento de Saddam Husein, após uma mascarada de julgamento encenada pelo governo fantoche de Nouri al-Maliki, foi sentido pelos povos árabo-muçulmanos e por esse mundo fora como um novo crime da tirania americana.

Evidentemente, há uma razão moral imediata : o enforcamento é uma acto bárbaro que nos recorda a justiça expeditiva em vigor durante toda a conquista do oueste americano ou ainda, os momentos mais trágicos da aventura colonial mormente na sua fase esclavagista. Mas não é a primeira vez, nem será concerteza esta a última, que as potências imperialistas ocidentais recorrem a tais acções de terror para subjugar os povos e nações oprimidas. A barbárie é uma constante da dominação colonial : — massacres massivos das populações (recordemos que a revista médica inglesa The Lancet avaliava recentemente a 655 000 o número de civís iraquianos vítimas dos .primeiros 40 meses de ocupação anglo-americana); — execuções sumárias dos seus dirigentes mais destacados (recordemos igualmente que esse é metodo quasi diário utilizado pelos sionistas para liquidar os dirigentes Palestinianos, «exécutions ciblées» previstas e legitimadas de antemão pelo Supremo Tribunal sionista).

O assassinato de Saddam Hussein foi um assassinato político. Queiramos ou não, ele incarnou a ideia de resistência ao dikat insolente da potência americana no Médio Oriente. Depois de ter sido durante anos a fio o odioso servidor dos interesses das potências imperialistas nesta região do mundo (a guerra de agressão contra o Irão, em 1980-88, aí está para prová-lo), Saddam Hussein, a partir de 1991 guindou-se à posição destemida de lutador contra a política colonial do imperialismo ianque.

Os órgãos de propaganda ocidentais bem se esforçam por apresentar o linchamento do ex-raïs como um acto de simples justiça contra o ditador de Bagdad. Em vão.

Primeiro, porque instintivamente os povos do mundo acostumaram-se a julgar positivamente tudo o que o imperialismo apresenta como uma manifestação do mal. Quando Bush fala de terrorismo os povos traduzem automaticamente por resistência. Em seguida, porque essa faceta bem real do personagem já tinha sido sepultado e resgatada desde 1991, quando Saddam Hussein e o partido Baas passaram da colaboração à resistência. E este é o aspecto polémico do personagem e do sistema político iraquiano sistematicamente minimizado pelos médias ao serviço do imperialismo (o que não nos deve surpreender), mas igualmente por forças políticas de esquerda pretensamente solidárias com a resistência do povo iraquiano, que obscurecem ou sabotam este debate e abandonam as tarefas internacionalistas.

 

"NEM BUSH NEM SADDAM"?

 

A clarificação desta questão é crucial para não perdermos de vista a edificação dum movimento antiguerra de massas, a construção de uma frente anti-imperialista e um apoio eficaz aos povos do Iraque, da Palestina, do Líbano em luta.

Não foram raros aqueles que, nestes últimos quinze anos, pretenderam fustigar o imperialismo ianque e apoiar o povo iraquiano com base na palavra ordem "Nem Bush nem Saddam!", sugerindo assim que os dois tiranos deviam ser colocados politicamente no mesmo pé de igualdade; suprimindo o abismo que separa os agressores dos agredidos. Enfim, ocultando propositadamente a transformação política operada no Médio Oriente com a entrada em resistência de Saddam Hussein e o seu partido com a primeira guerra de agressão de 1991. "Nem Bush nem Saddam" é uma maneira de resumir a agressão dos povos e nações do Médio Oriente a uma simples questiúncula entre fracções da burguesia, a uma simples querela interna resultante das contradições interimperialistas. "Nem Bush nem Saddam!" – ou "tanto vale um como o outro" –  acaba por ser um estúpido apelo à deserção da frente de luta anti-impertialista, como já tivemos a oportunidade de dizer nestas colunas e noutra ocasião.

Onde as forças políticas orientadas por um tal pensamento impuseram o seu ponto de vista ao movimento antiguerra, as consequências foram desastrosas: colectivos anti-imperialistas reduzidos a grupúsculos; manifestos, panfletos e comunicados políticos desmobilizadores mais preocupados em se demarcarem do "terrorismo islamista" que outra coisa; manifestações ridículas de dezenas de pessoas em contraste flagrante com as mobilizações de centenas de milhares de pessoas em Londres, Madrid, Roma...

Mas a pior das consequências resultou na marginalização de largos sectores da população trabalhadora árabe ou de origem árabe, estigmatizados uniformemente com o pecado mortal de "islamistas"!... O caso é particularmente flagrante em França onde o movimento antiguerra e de apoio à resistência iraquiana não tem expressão de massa, onde os trabalhadores árabes foram hostilizados por não adoptarem o estilo politicamente correcto ("Nem Bush nem Saddam!"). Uma boa parte acabou por cair nos braços da extrema-direita que, na circunstância, assumiu como sua a questão nacional árabe! (Teremos a ocasião de avaliar a amplitude do desastre aquando das eleições presidenciais previstas para fins de Abril próximo).

 

DESVIAR AS ATENÇÕES DA DERROTA

 

O assassinato de Saddam Hussein reveste ainda um outro significado que deve ser posto em relevo. Durante os últimos 45 meses de ocupação, a estratégia ianque saldou-se por uma tripla derrota:

1) Por um lado, a ocupação anglo-americana foi incapaz de quebrar a resistência e, do ponto de vista militar, a sua derrota é agora patente. O relatório de James Baker, de 6 de Dezembro 2006, não diz outra coisa;

2) Parece igualmente uma evidência que as diferentes tentativas de negociação com a resistência, anunciadas pelo próprio ocupante, com vista a encontrar uma saída airosa, fracassaram;

3) Por fim, o colossal "esforço de guerra" está a abalar fortemente, dos pontos de vista psicológico, político e económico, o império americano, que vai acumulando dificuldades e se avizinha cada vez mais do colapso.

Ron Paul, membro do Congresso republicano do Texas, numa declaração do passado 7 de janeiro, resume prefeitamente a situação em poucas palavras : «Trois mille militaires étasuniens sont morts, plus de 22.000 sont blessés, et des dizaines de milliers seront traumatisées mentalement par leurs mission en Irak. Peu de cas est donné aux centaines de milliers de civils irakiens tués dans cette guerre. Nous avons dépensé 400 milliards de dollars jusqu'ici, sans en voir le bout. C'est de l'argent que nous n'avons pas. Tout est emprunté à des pays comme la Chine, qui réussissent de plus en plus dans l'économie mondiale tandis que nous drainons la richesse de nos citoyens par une lourde imposition et l'inflation insidieuse. Notre base industrielle a maintenant quasiment disparu.»

 

A APOSTA NA GUERRA CIVIL

 

Saudado por Bush como um "marco na marcha do Iraque para a democracia", o assassinato de Saddam Hussein veio confirmar plenamente a nova estratégia – temos vontade de dizer, a última cartada – que a dupla Bush/Olmert já tinha começado a pôr em vigor na Palestina após a ampla vitória do Hamas nas últimas eleições legislativas. Trata-se de explorar por todos os meios, as rivalidades étnicas, os conflitos religiosos. Fomentar a guerra civil etno-religiosa para tentar quebrar e aniquilar a resistência. No Iraque o ocupante procura acirrar as contradições nacionais entre curdos, árabes e persas e no plano religioso opor sunitas contra xiitas. Na Palestina, sionistas e ianques apoiam agora descaradamente, tanto do ponto de vista militar como financeiro, a burguesia compradora encabeçada pela dupla Abbas/Dalhan com a esperança de que a guerra civil se instale, as fileiras da resistência quebrem e o Hamas, principal bastião resistente, desapareça da cena política.

Neste contexto, a divulgação da banda sonora do enforcamento de Saddam Hussein reveste outro significado: trata-se de atribuir o assassinato do ex-raïs à "barbárie xiita" e apresentar a execução no primeiro dia do Aíd al-Adha como um sacrilégio dos xiitas. Em suma, a morte de Saddam Hussein seria antes de mais uma vingança tribal e religiosa. Responsabilizar os xiitas por um tal acto equivale por outro lado a implicar na conspiração o Irão (onde os xiitas são amplamente maioritários). Assim, o concerto internacional orquestrado pelas nações dominantes resume o drama desta maneira: enquanto os sunitas choram, os xiitas dançam de alegria. Eis a armadilha montada pelos americanos e os seus cúmplices.

Ora, no que diz respeito ao Irão as coisas não são assim tão simples. Se tomamos como referência o artigo do correspondente em Teerão do quotidiano populista Le Parisien (2/01/2007), constatamos que os iranianos "lamentam que Saddam Hussein não tenha sido julgado pelos seus crimes cometidos durante os oito anos de guerra", conflito esse "desencadeado e levado a cabo com o apoio dos ocidentais". O correspondente acrescenta ainda que no domingo 31 de Dezembro, a associação iraniana de apoio às vítimas das armas químicas "apela à população para punir os cúmplices de Saddam; isto é, os Americanos e Europeus". O Hezbollah no Líbano e o Hamas na Palestina manifestaram a sua indignação. Estamos longe da alegria proclamada pelos arautos do imperialismo. A armadilha parece não ter funcionado.

Por fim, notemos que na sua última carta (26 de dezembro 2006) dirigida ao povo iraquiano, impregnada de uma grande religiosidade, Saddam Hussein lança um vibrante apelo à unidade popular e nacional para pôr fim à ocupação americana. A carta termina com estas frases lapidares : «Sachez mes frères qu'il y a, dans les nations qui nous ont agressés, des gens qui soutiennent votre combat contre les envahisseurs et certains se sont portés volontaires pour défendre les prisonniers, entre autres Saddam Hussein. D'autres ont tout fait pour dévoiler au monde les scandales des agresseurs et les ont dénoncés. Certains d'entre eux pleuraient à chaudes larmes et dignement quand est venu le moment de nous quitter, son devoir accompli.
C'est à cela que je vous invite : à demeurer un peuple uni, digne de confiance, amical avec la Oumma et l'humanité entière, honnête avec soi et les autres !»

Tentar quebrar a resistência anti-imperialista pela guerra civil fratricida parece-nos um estratagema condenado ao fracasso, dadas as forças e a experiência política acumuladas nas três principais frentes de combate: Iraque, Palestina e Líbano. Recordemos a este propósito, que em Julho/Agosto 2006, o Hezbollah fez frente vitoriosamente à agressão sionista do Líbano sem ter necessidade de lançar na batalha as suas reservas; mais: segundo observadores fiáveis, o número de resistentes mortos não foi superior às perdas do inimigo.

Mas os povos do mundo e particularmente o proletariado das metrópoles imperialistas têm o seu papel a desempenhar e ele não é pequeno: levantar o movimento anti-imperialista e enfraquecer por todos os meios – culturais, políticos e militares – o aparelho de guerra imperialista.

 

Manuel Vaz

14 Janeiro 2007

in Política Operária, jan/fev 2007 (Lisboa)

 

 

• Les obsèques de Saddam Hussein  (vidéo, 10 min) : //www.liveleak.com/view?i=2960356b1e&p=1

 

 

• Lettre ouverte de Michael Moore à Bush

Cher Président,

D'abord merci pour ton discours à la nation, c'est bon de savoir que tu nous parles encore après ce qu'on t'a trafiqué en novembre. Ecoute, je peux être franc ? Envoyer encore 20.000 hommes, ça ne me semble pas assez pour arranger la situation. Ça voudrait dire seulement ramener le nombre de soldats au niveau de l'année dernière. Et nous l'année dernière on était déjà en train de perdre !

On a déjà expédié en Irak plus d'un million d'hommes depuis 2003. Quelques milliers de plus c'est loin d'être suffisant pour trouver les armes de destruction massive qu'on cherche ! Enfin, je veux dire... pour trouver les coupables du 11 septembre et les traîner en justice ! Non, pardon, j'oubliais ça aussi... voyons... ah voilà : pour apporter la démocratie au moyen orient ! Excellent, essaye ça...

Président, il faut montrer beaucoup plus de courage, mon vieux. Celle là il faut la gagner. Bon sang, tu as eu Saddam, non ? Tu l'as pendu à l'arbre le plus haut ! Pas mal la vidéo, on avait l'impression d'être revenus à ce bon vieux West avec le bourreau encore plus canaille que le voleur de chevaux, avec lynchage et tout le reste.

Ecoute, je dois le reconnaître, je suis embêté avec ces ennuis où tu t'es fourré. Comme a dit un jour Ricky Bobby, si t'es pas le premier t'es le dernier. Et franchement, le fait que tu sois humilié comme ça devant le monde entier, ça ne nous apporte rien de bon, à nous les ricains.

Chef, écoute moi. Toi, c'est pas des milliers, c'est des millions de soldats que tu dois envoyer en Irak. La seule façon de s'en tirer cette fois c'est d'inonder l'Irak avec des millions de nous autres ! OK, j'ai compris, tu es à court de soldats, alors regarde un peu autour de toi. Tu dois te mettre ça dans la tronche que la seule façon d'avoir un pays de 27 millions d'habitants, l'Irak, c'est d'y envoyer au moins 28 millions d'américains. Voilà, ça, ça marcherait...

Facile : les 27 premiers millions se payent chacun un irakien, comme ça la rébellion on la règle rapide. L'autre million s'arrête là bas et reconstruit le pays, facile, non ? Bon, je sais ce que tu vas me dire maintenant : où je les trouve les 28 millions d'américains prêts à partit en Irak ? Quelques suggestions :

1. Il y en a déjà plus de 68 millions qui ont voté pour toi, il y a deux ans (et ça faisait déjà un an et demi qu'on était dans une guerre qu'on savait qu'on allait perdre...). Je suis sûr qu'au moins un tiers d'entre eux sera disponible pour mettre son corps là où il a déjà mis son vote, et qu'ils vont signer comme volontaires. J'en connais un paquet, et je suis sûr que c'est pas le genre qui demande aux autres d'aller se battre là où ils jugent eux que c'est nécessaire, en restant planqués en Amérique.

2. Commence une campagne de fêtes type « Fais toi un irakien party » et lance-la dans tout le pays. Je sais que ça fait trop tendance 21ème siècle mais je suis déjà allé à ce genre de petites fêtes et je t'assure, ça t'épaterait le nombre d'idées innovantes qui commencent à sortir au troisième mojito... moi je dis que 5 bons millions, là, tu les trouves facile.

3. Envoie en Irak tous les journalistes des grands médias. Après tout ils t'ont donné un sacré coup de main pour nous flanquer dans cette guerre, et il y en a déjà un bon tas que tu as entraîné comme embedded  ! Après ça, si on n'en est pas encore aux 28 millions, engage de force tous les téléspectateurs de Fox News, tu devrais y être.

Président Bush, c'est pas le moment de lâcher ! C'est le moment d'être fermes, et de ramener des résultats à la maison ! Donc ne va pas faire la gonzesse en lésinant sur les soldats. Pars avec ton peuple et conduis les toi-même comme un vrai commandant en chef ! Qu'il ne reste pas un seul modéré derrière ! En avant toutes ! En ce qui nous concerne nous à gauche, je te promets qu'on reste pas loin, on écrira souvent. Vas-y Georges, et prends les tous !

Bien affectueusement, ton Michael Moore.

Il manifesto, samedi 13 janvier 2007.

-  Source : il manifesto www.ilmanifesto.it

-  Traduction italienne de Mauro Sabbadini

-  Traduit de la version italienne par Marie-Ange Patrizio

 

 

• NEW YORK (Nations Unies), 15 janvier - RIA Novosti.

"Le secrétaire général de l'ONU, Ban Ki-moon déplore que, malgré ses maints appels au gouvernement de l'Irak, la peine de mort a été mise en application", a déclaré lundi lors d'un point de presse Mme Michèle Montas, porte-parole du secrétaire général de l'Organisation des Nations Unies.

Et d'ajouter que Mme Louise Arbour, Haut commissaire des Nations unies aux droits de l'Homme, a exprimé, elle aussi, ses profonds regrets suite à l'exécution de deux acolytes de Saddam Hussein.

Selon Louise Arbour, le jugement du Haut tribunal pénal irakien n'a été ni juste ni impartial.

Elle a souligné que la punition sous forme de peine capitale à l'issue d'un jugement qui n'avait pas satisfait aux normes internationales d'un procès équitable était une violation du droit fondamental de l'Homme qu'est le droit à la vie.

"Je suis opposée à la peine capitale quelles que soient les circonstances. Dans ce cas particulier, non seulement il s'agit d'un acte irrémédiable à l'égard des personnes exécutées, mais c'est aussi et surtout un acte qui pourrait également rendre plus difficile une mise à jour plus complète d'autres crimes également horribles commis en Irak," lit-on en substance dans une déclaration du Haut commissaire des Nations unies aux droits de l'Homme.

"Ceux qui sont responsables de violations sérieuses des droits de l'Homme doivent être traduits en justice et cela est d'une importance cruciale pour que la réconciliation nationale soit effective", a souligné Louise Arbour. "Mais, pour être crédible et durable, la lutte contre l'impunité doit être fondée sur le respect des normes internationales des droits de l'Homme et de l'Etat de droit et ne pas se faire à leur dépens", a-t-elle affirmé.

Barzan al-Tikriti et Awad al-Bandar ont été pendus lundi matin à Bagdad. Les représentants officiels de la direction irakienne ont confirmé le fait de leur exécution, tout en précisant que l'arrêt de mort a été mis en application conformément à la loi.

Avec l'ex-président irakien Saddam Hussein, Barzan al-Tikriti et Awad al-Bandar avaient été condamnés à mort le 5 novembre dernier par le Haut tribunal pénal de l'Irak. Tous les trois avaient été accusés de justice sommaire sur 148 musulmans chiites dans le village irakien de Doujail en 1982.

Saddam Hussein a été pendu à Bagdad le 30 décembre 2006.

RIA-Novosti

 

 

• Le Guide suprême de la Révolution islamique insiste sur l'importance du maintien de l'unité entre Chiites et Sunnites

Le Guide suprême de la Révolution islamique a reçu, aujourd'hui, lundi, en audience, les oulémas chiites et sunnites, qui se sont réunis, à Téhéran, pour participer à une Conférence qui s'est donnée pour tâche de commémorer le grand penseur musulman, Ibn Meysam Baharani, célèbre exégète de la Voie de l'éloquence du vénéré Imam Ali (Béni soit-il).

Au cours de cette rencontre, l'Ayatollah ol-Ozma Khameneï a appelé les Musulmans à l'unité et à résister aux complots des ennemis qui veulent semer la discorde entre les Chiites et les Sunnites. C'est la deuxième fois, en l'espace d'une semaine, que le Guide suprême de la Révolution islamique évoque les efforts de l'Arrogance mondiale, pour diviser les nations musulmanes. Il y a une semaine, à l'occasion de la fête de Ghadir-e-Qom, il avait appelé les nations musulmanes, notamment, les peuples du golfe Persique, à éviter tout acte qui pourrait attiser les hostilités inter-confessionnelles. Evoquant, ensuite, le rôle historique du colonialisme britannique, pour semer la discorde et l'hostilité entre Chiites et Sunnites, dans les pays musulmans, le Guide suprême de la Révolution islamique a déclaré que, depuis la victoire de la Révolution islamique, en 1979, les Etats-Unis et leurs alliés occidentaux s'étaient, constamment, efforcés de présenter cette révolution comme un mouvement chiite, tandis que ce mouvement était celui de tous les Musulmans qui s'étaient réunis autour du noble Coran et des valeurs islamiques. En réalité, la Révolution islamique n'appartient pas, uniquement, aux Chiites iraniens, car elle a, aujourd'hui, des racines très profondes, parmi toutes les nations musulmanes. La résistance du peuple irakien aux forces occupantes américaines, celle des Libanais et des Palestiniens, face aux exactions du régime sioniste, en sont des exemples manifestes.

Pour briser la résistance des peuples musulmans, l'Arrogance mondiale veut, à tout prix, empêcher l'unité des Musulmans du monde, et les conduire vers des conflits internes, entre Arabes et non Arabes, entre Chiites et Sunnites. L'Ayatollah ol-Ozma Khameneï a mis en garde contre les complots, ourdis, par les services secrets américains et israéliens, pour créer de l'insécurité, en Irak, en rappelant que les régions les plus agitées d'Irak sont celles où il y une forte présence de l'armée américaine. Cependant, dans leurs propagandes, les Américains cherchent à faire croire que l'hostilité entre Chiites et Sunnites est à l'origine de l'instabilité de l'Irak où tous les Irakiens, toutes religions confondues, ont, pourtant, vécu en paix, pendant des siècles. Par ailleurs, les Etats-Unis cherchent à créer une coalition avec des forces qu'ils appellent les forces « modérées » du monde arabe, pour assurer leurs objectifs colonialistes dans la région. C'est dans ce contexte que le Guide suprême de la Révolution islamique appelle tous les Musulmans à la vigilance.

IRIB

Mardi 16 Janvier 2007 - 02:07

 

• La question non posée : pourquoi a-t-il été pendu ?

 

 
Pendaison d'un chef d'état indépendant, route vers la démocratie US Communiqué de Stop United States of Aggression (Belgique) — 31 décembre 2006
 
Au petit matin du 30 décembre 2006, l'ex-président irakien Saddam Hussein est exécuté.
Saddam Hussein est condamné par un tribunal orchestré et financé par l'occupant américain. Trois avocats de Saddam ont été assassinés. 4 des 5 juges initialement sélectionnés ont été remplacé suite à l'intervention du gouvernement irakien fantoche.

Il ne fait aucun doute que l'ordre d'exécution est venu de Washington. Saddam Hussein était détenu dans une base militaire américaine dans le nord de l'Irak. Il était donc un prisonnier de guerre que les Etats-Unis ont livré à ses ennemis. Ceci constitue une nouvelle étape vers un monde où règne la loi de la jungle et où le droit et les conventions internationales ne sont plus qu'un chiffon de papier. Il s'agit d'une grave menace à l'égard de tous ceux qui s'opposent à la 'pax americana'.

Le Président Saddam Hussein a été formellement condamné pour avoir fait exécuter 148 personnes, pour avoir participé à un attentat contre le cortège présidentiel en pleine guerre Iran-Irak.
C'est assez intéressant de mettre cela en perspective avec les exactions et massacres commis par "les libérateurs américains" en Irak. En 2005 la ville de Falluja fut pratiquement rasée, pour venger 4 mercenaires qui y avaient été tués, faisant des milliers de morts. La force US tente d'écraser la résistance de manière aveugle en pilonnant des quartiers d'habitations, utilisant des armes illégales, comme le phosphore blancs. Le gouvernement britannique, attaqué en justice par les familles d'Irakiens assassinés par les soldats britanniques, déclare en 2004 que « la Convention européenne sur les droits de l'Homme n'a jamais été prévue pour s'appliquer dans les circonstances du chaos irakien ». Une récente étude de la revue médicale britannique The Lancet évalue à 655.000 le nombre d'Irakiens ayant perdu la vie en conséquence directe et indirecte de l'invasion et de l'occupation. En novembre 2005, un des massacres des soldats US (qualifié de "bavure"!) ne parvient plus à être étouffé : 24 villageois, vieillards, femmes et enfants, massacrés pour venger un attentat à proximité du village d'Haditha. Combien faudra-t-il de cordes ?

Aujourd'hui, les médias s'épanchent en longs panégyriques unilatéralement sur les crimes du dictateur. Mais quel que soient les crimes de Saddam Hussein, ce n'est certainement pas pour cela qu'il a connu ce sort particulier.
Son véritable crime, aux yeux des Etats-Unis et de la Grande Bretagne, c'est d'avoir en 1972 nationalisé le pétrole, et d'avoir consacré l'argent au développement du pays, à l'industrialisation, et l'éducation. L'Irak obtient dans les années 80 trois médailles de l'Unesco pour ses efforts en matière d'alphabétisation : « Le système éducatif en Irak avant 1991 était l'un des plus performants dans la région, avec un taux brut de scolarisation proche de 100 % dans l'enseignement primaire et un niveau élevé d'alphabétisation pour les deux sexes. L'enseignement supérieur était de qualité, particulièrement dans les établissements d'enseignement scientifique et technologique, et le corps enseignant compétent et motivé. »1.

Dans son livre anti-Saddam « The death lobby » (1991) , T.R. Timmerman, membre du Congrès américain et de la Commission Affaires étrangères à l'époque, écrit : « Saddam faisait construire des écoles (…) Il a étendu le réseau d'électricité irakien jusque dans les régions les plus reculées. Des observateurs étrangers commençaient déjà à attirer l'attention sur le développement économique irakien comme une des rares histoires à succès dans le tiers monde. (…) Avec leur programme économique, ils parviennent réellement à augmenter le niveau de vie de la population irakienne »2.

Depuis 1990, deux guerres et un blocus de 12 ans ont ramené ce pays dans le rang qui convient à un pays du Tiers monde.

En novembre 1532, le chef Inca Atahualpa est "jugé" par un tribunal des conquistadors espagnol, et condamné à mort. Il est pendu en août 1533. Parmi les chefs d'accusation, notamment le fait d'avoir été cruel avec ses ennemis. L'Histoire aura moins retenu la cruauté réelle ou supposée de Atahualpa, que le grotesque de cette parodie de justice.
L'Histoire placera dans le même rayon le procès de Saddam Hussein, "procès équitable", selon GW Bush, instruit par les fantoches mis en place par les envahisseurs, dans des conditions si ridicules qu'aucune ONG n'a pu soutenir sa légitimité.

Le peuple irakien ne connaîtra pas la justice avant que M. Bush et d'autres responsables américains soient jugés pour leurs crimes en Irak et ailleurs.

//www.stopusa.be/scripts/texte.php?section=BDZC&langue=1&id=25156

1 //unesdoc.unesco.org/images/0013/001308/130838f.pdf, mentionné dans Wikipedia //fr.wikipedia.org/wiki/Socialisme_arabe
2 page 25 dans l'édition néerlandophone, « De Judaskus »



15/01/2007
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