albatroz - images, songes & poésies

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bras da costa - memorias com buraco

 

 

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 MCB 1 gatatao esperando pacatamente o momento em que deve saltar no aéreo pra poisar sua bunda nas cálidas areias de pxo; quando tudo está tão silencioso como agora, é sinal que o divino está trabalhando pra gente... de borla; espere tua hora na saborosa paz do guerreiro e verás com teus próprios olhos surgir o fogo redemptor das asas do arcanjo transformar a babilônia cavaquista numa torcha encarnada pra esplendor de portugal ! recorda neste dia, oklahoma city, quando a natureza arrasa as monstruosidades capitalistas que os humanos famintos de justiça social são incapazes de mudar; quem muito espera ou é muito burro ou muito asno, diz o ditado popular, mas a verdade verdadeira encontra-se ao meio mesmo, como nos ensina o grande dalai lamas entre dois aéreos, dois discursos, dois delirios; é na ilha que se encontra o nabi, o nabo, o nababo e... o martini bianco com tremoços alhados! tal é o manjar celestial que nos espera no inevitavel café tavares : corre filha ! arromba sem mais temores as portas do paraíso, dona ! e lembra sempre o grande preceito cheguevarista de base : p'ra preservar tua saúde mental tão abalada, quebra JA ! tua televisao coreana & satanica ! mae, ô mãezinha do meu coração ! lembra amor : hoje, dia 22 de maio, é o dia mundial do QTG - Quebra Televisão Generalizado ! escuta dona, quero ouvir aqui, no meu recatado canto deste paraíso minhoto, o estrondo dessa quebra universal libertadora ! que conste pela essa rede fora, porque tudo o que digo é izatu, filha !

 

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MCB 2 - monemvasia, peloponese, grécia é aqui, que a bela lisistrata quis por fim à guerra chamando as mulheres das cidades gregas à greve de toda actividade sexual com os homens! terá sido o lado fálico da ilha que lhe inspirou a sua arrojada iniciativa, mais tarde imortalizada por aristofanes ! (das 129 peças que julgamos que terá escrito, somente 7, e algumas aos farrapos, chegaram até aos nossos dias).

 

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MCB 3 - robin hood's Bay, north yorshire, inglaterra ; aqui se experimentou cientificamente e pela primeira vez na historia moderna, a partilha exemplar da riqueza social : tudo para os pobres e nem uma migalha para os ricos ! os ricos ficarao muito zangados e criaram então mil instituições policiais e outros comandos militares : actualmente, os únicos lugares que dão emprego aos pobres !

ora bolas !


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MCB 4 - paço dos duques de bragança, guimaraes ; aqui nao, nao se passou historicamente nada! assemelha-se muito ao palácio do Robin Hood mas pela simples razão que o Manholas tinha uma ou duas costelas muito muito britsh e mandou, do alto da sua cadeira (donde deveria mais tarde cair e partir os cornos) que se reconstrui-se JA ! o chalet vimaranense dos braganzas à semelhança da fortaleza do Mickey na Flórida ! e verdade verdade se diga, os turistas japoneses quando acabam de o visitar... ficam todos descrussuados e prometem nunca mais cair em tal esparrela!

(consta que o mobiliário antigo escolhido ao acaso no espólio nacional do Quelhas e que equipava monotonamente as inúmeras salas do paço, teria sido roubado este inverno por bandos de pobres famintos organizados em quadrilhas para aquecerem as lareiras dos seus lares, de todo desprovidos de electricidade por nao pagamento da pesada factura; consta ainda, que por falta de verbas, o atual mobiliario, que veio substituir o que que caiu sob a alçada popular, foi comprado por junto no Ikea de Matosinhos; os turistas japoneses ter-se-iam dado conta da marosca, dai... o grande amuo niponico!)


 


o subsecretário de estado dos negócios estrangeiros lusitano, que teria ficado a dormir em frente da televisão aquando do último porto-benfica, teria sido mobilizado JA ! e posto pela ponta das orelhas dentro do primeiro avião com destino a tokyo; objetivo : negociar as indemnizaçoes para apagar o GAN (grande amuo niponico); por seu lado, o primeiro vice-subsecretário de estado dos negócios estrangeiros japonês teria exigido JÁ ! (p'ralém do cacau reparador da praxe) a realização de um simpósio sobre "o estado das relações amistosas luso-nipônicas no espaço shengen" em presença do barroso, do cavaco, do alegre (para imortalizar poeticamente o evento) e do velho bochechas (no papel de jarrão de valadares) bem como toda a caserna dos bombeiros voluntários de belém que, como toda a gente sabe, tem por divisa : a bem da nação ! divisa essa que muito difere da equipa do OM (Olympique de Marseille) que aponta sem mais fintas : droit au but !

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MCB-5 
 

 aqui, tomamos conhecimento com a grande 

lamentação do frango de freixo-de espada-à-cinta no dia do espeto. Como de costume dava boleias, guarida & comida ao pires e a dois outros manganoes do cêcê de passagem na capital com destino à conchichina... Um dia, para passar o tempo enquanto que a patroa preparava o tacho, fui passea-los no quarteirão da bolsa. Estavamos nesta, quando de repente estacamos d'olhos esbugalhados diante dum cartaz em letras garrafais muito vermelhas sobre um fundo amarelo rutilante que fazia a apologia da banha da cobra feita a martelo, e como por acaso, estava colocado mesmo em frente de três agências de câmbio com bom aspeto, que eu, na minha  simplicidade imaculada supus rezar assim : troquem aqui, c'roas por dolares e acola, dolares por francos e mais adiante, francos por c'roas e no final verao a magalhoça que vão arrecadar com esta simples brincadeira ! ...Oh pires, queres ver que deparamos com o famigerado negócio da china de que falam as mais antigas cronicas orientais, e sem ter que meter caravela mar dentro, e sem ter que desafiar o terrível adamastor do cabo dos trabalhos e de poucas esperanças ...temos apenas que navegar ...a pé, não muito mais além c'u virar daquela esquina !?!... Que me dizes !?  Ô meu anfitrião em boa hora inspirado, se o que me dizes é a verdade verdadeira... a coisa calha bem e é tão extraordinária, que já me está a chegar a água ao céu da boca !?!... Ô meu mãozinhas dos serviços básicos, sem os quais os quadros, por mais reguilas que sejam, nada sabem, nada podem e de quem o grande educador em seu devido tempo tecia o mais encomiástico elogio geral ! ...a proposito, lembras-te dele, lembras-te do paizinho de todos nós ?... Mas procedamos com metodo e com calma, pessoal ! e tu, meu mãozinhas d'oiro, se me permites o elogio, volta a refazer-me essas contas tim-tim por tim-tim, a ver se tudo isso tem rabo por onde se lhe pegue ...Pois tem-tem, e não é pouco, pires ! e não é pouco ...Nãaaao pode ser, maozinhas ! os banqueiros não estão aí, à esquina da rua para ajudar o pessoal a tomar o poder !?...só faltava essa ! Puxa, mas é uma alucinação, pessoal ! ...naaa pode ser ! tens a certeza que é mesmo assim ...um negócio da china, dizias tu !?!... Sim-sim, pires ! ...nao pode ser... mas não tarda muito vamos já sabê-lo ! Ora bem, tiremos a prova dos nove pela prática que é critério de todos os saberes, juntemos todas as notinhas num molhinho e vamos haver onde isto vai parar...  Assim fizemos e num abrir e fechar d'olhos juntamos tudo, e tudo fomos cambiando e rindo. No final, quando voltamos a juntar as c'roas novas... ô mãezinha dos meus pecados... que decepção amarga ! tínhamos o mesmo ou quase o mesmo... isto é, tudo menos as massas das três chorudas comissões bancárias  

 

...Agora, metia pena ver o pires... torcia-se todo, deprimido por ter caido na esparrela, por ter acreditado neste conto do vigário simples de mais, tão primário que tal não lembraria nem sequer à singela dona branca nem tão pouco ao famoso pozzi autor da não menos famosa pirâmide financeira fraudulenta (que o matematico marc artzrouni modelizou utilizando as equaçoes diferenciais do primeiro grau) : W(t)=r_{w}(Ke^{{(r_{p}-r_{w})t}}+\int _{0}^{t}s(u)e^{{(r_{p}-r_{w})(t-u)}}du)Acabrunhado 

pela dor, lamentando-se e escondendo as lágrimas co'a vergonha, o pires exigia antes de mais a minha promessa de proceder a uma autocrítica rigorosa, secreta e de joelhos. Ora, ora, na que tu nos foste meter seu... cinco-reis-de-gente ! Que vergonha se se vêm a sabê-lo... Esta não lembrava ao diabo, espumava o pires meio desfeito, suando as estopinhas e olhando de lado pr'os dois cêscês muito muito calados. E, enquanto o meu processo ia e vinha e perspectivando desde ja a ideia de como seria desculpabilizante a minha auto-flagelaçao, o pires foi-me passando um valente raspanete no mais genuino estilo arrudiano [do nome do temido controleiro-geral-extra-territorial-sem-mácula-e-sem-rival] : olha aqui seu cara, tomiii cuidado com você, pois por este andar você ainda vai acabar num oportunista safado, safado mesmo, seu génio maléééfico... seu cinco-réis-diii-gente !  Os dois cêscês lívidos, premaneciam de bico calado como de costume, e eu com a minha virgindade política bem abalada. 

 

 

               

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje

, fala-se do pires para ministro dos negócios estranhos no gabinete elástico do coisinha em nome do famigerado bloco das traiçoes mais avariadas que a naçao conheceu... sera mesmo verdade, pessoal ? ...é o acacio  que deve estar aos pulos no cemiterio dos prazeres reclamando a companhia  do espada ou do fernandes como parceiros de uma interminavel bisca lambida (

31.07.19)

 

 

 

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MB-6 -  décembre 1975, je me rappellerai toujours VJP seul, debout sur l'estrade du gymnase glacial, droit dans ses bottes proclamant aux délégués inquiets & médusés : suivez moi, c'est moi le chef !  prolétaires, je vous conduirai à la victoire ! ...et moi, plus tard dans même journée, l'égratignant maladroitement et par excès de zèle vis-à-vis du trio gagnant (C,F&R), par fidélité au sermon larmoyant de la rue de charenton ...le mythique & la mystique me torturaient l'âme, m'embrouillaient l'esprit et puis, vers la fin, le regret tardif est venu s'installer pour me ronger la mémoire lors de mes nombreuses nuits blanches ; novembre 1975, je me rappellerai toujours de VJP seul, courant les rues, criant devant les remparts des casernes : soldats, aux armes ! carlucci & bochechas intentent une troisième tentative de coup d'état contre le peuple ! rappelez-vous soldats, vous avez juré défendre la révolution, le poing levé ! ...mais vous ne bougez pas, vos officiers vous trahissent encore une fois... et la VII flotte yankee mouille l'encre devant le terreiro do paço, déjà... que faire, soldats ? que faites vous, que ne faites vous pas...  le 5 août 2003, VJP est parti, partageant le sort commun de la plupart des vieillards de notre temps, bien seul. Dormir, enfin... 

http://media.rtp.pt/memoriasdarevolucao/acontecimento/eua-sobre-portugal/

 

"Dans notre appel aux armes, nous avions mis Louis Bonaparte hors la loi. Le décret de déchéance, repris et contresigné par nous, s'ajoutait utilement à cette mise hors la loi, et complétait l'acte révolutionnaire par l'acte légal. [...]                   en révolution, la prudence est impossible, et l'on s'aperçoit bien vite qu'elle est inutile. Se confier, se confier toujours, telle est la loi des grands actes qui déterminent parfois les grands événements. L’improvisation perpétuelle des moyens, des procédés, des expédients, des ressources, rien pas à pas, tout d'emblée, jamais le terrain sondé, toutes les chances acceptées en bloc, les mauvaises comme les bonnes, tout risqué à la fois de tous les côtés, l'heure, le lieu, l'occasion, les amis, la famille, la liberté, la fortune, la vie, c'est le combat révolutionnaire." Victor Hugo, Histoire d'un crime. Déposition d'un témoin", Paris 1877. 

 
 
 
 
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MCB-7 - trump le fou / le deep state / le chaos / la morale / la guerre / les déterminations - on disait et certains le disent encore , que la politique imprévisible, brutal et expansionniste du III Reich, c’était le fait de la personnalité de son leader, un psychopathe, un vrai dingue qui menait le monde à sa perte, précipitant l'humanité sur les pentes chaotiques d'une nouvelle guerre mondiale revancharde . Ce n’était pas la bonne explication et elle ne le sera jamais. La bonne explication, celle qui éclaire l'analyse concrète de la situation concrète, trouve toujours sa racine dans les déterminations qui se dégagent de l'infrastructure à une phase précise de son développement historique. Certes, chacun peut constater que chaos est là, il est visible et épouvantable, surtout pour les peuples et nations se trouvant au premier loge, autrement dit, sous le viseur de l'agresseur yankee et ses acolytes (troupes et armes de l'otan, bandes de mercenaires du type badwater, les différents composants de l'état islamique....).

"Les Etats-Unis ont été en guerre 93% du temps de leur existence depuis leur création en 1776 c’est à dire 222 des 239 années de leur existence !"

On estime que les guerres menées par les américains qui ont suivi les attentats du 11 septembre 2011 ont tué environ 6 millions de personnes, sans parler des dégâts matériels qui ont réduit bien des pays du proche et moyen-orient à un tas de décombres. La stratégie du chaos est la fois spectaculaire et paradoxale puisqu'elle consiste à affermir la domination par la destruction...

"Les présidents viennent et partent, même les partis au pouvoir changent, mais la ligne politique reste en place. Alors, d'une manière générale, peu importe qui est à la tête des Etats Unis. Nous savons à peu près ce qui va se passer ". Cette réflexion de Poutine émise lors de l'entretien accordée le 4 juin 2017 à la chaîne américaine NBC dit long sur sa formation académique, au temps d'une urss baignant dans le capitalisme monopoliste d'état mais délivrant encore un enseignement basé sur la maîtrise du matérialisme dialectique et historique. Poutine nous disait donc, les agissements sur la scène internationale, la ligne politique dans ses traits essentiels de son "partenaire américain" sont pour l'essentiel prévisibles, et cela indépendamment du bonhomme qui occupe le bureau ovale de la maison blanche, car ce qui est déterminant n'est pas la pensée du leader, mais les enjeux œuvrant au niveau de l'infrastructure. Cette constatation est également à l'oeuvre lorsque nous abordons la dernière conflagration mondiale, l'essentiel de la politique du III reich était prévisible et conférait aux soviétiques une véritable supériorité stratégique sur la puissance de feu des nazis, puisque l'analyse dialectique des enjeux économiques leur donnait une avantage cruciale du point de vue politique et... militaire.

Poutine, le 20 décembre 2018, disait ceci : «Pour ce qui est de régner sur le monde, nous savons où se trouvent les quartiers généraux qui tentent de le faire, et ce n’est pas à Moscou», a-t-il raillé, en soulignant que le budget de défense de 46 milliards $ US de la Russie fait pâle figure en comparaison avec les 700 milliards $ annuels du Pentagone. Une déclaration que nous élucide sur un point cruciale: l'opposition, la résistance, l'affrontement inévitable avec les américains, dans la conjoncture actuelle partenaires et rivales à la fois, ne doit pas être uniquement envisagé du point de vu militaire (bien que son discours du 1er mars 2018, sur les questions militaires communiqués à la douma et au parlement réunis pour l'occasion, a de quoi nous faire froid dans le dos https://www.youtube.com/watch?v=jE4SYgs3AKs ). La parade  aux agressions américaines est tout d'abord politique. Et elle est fondée sur les tentatives de construction d'une alliance solide avec les nations émergentes victimes directes de l'hégémonie yankee imposée par la contrainte. Sans toutefois négliger le renforcement militaire, surtout par l'introduction des technologies innovantes, l'enjeu déterminant se situe dans le terrain économique et politique. La décrépitude de l'appareil productif américain déjà bien en ruines, le nouveau collapse financier prévisible, le remplacement du dollar comme monnaie d'échange commercial universelle, doit conduire les pays émergents à cesser à terme d'être les vrais banquiers de l'expansionnisme yankee par l'achat massif de bons du trésor yankee. Contrer sur le plan international les alliances nouées avec les pays limitrophes, fragiliser voir saboter, l'alliance euro-américaine (l'union européenne / otan) apparaît comme un objectif prioritaire. Et surtout, au cœur même de l'appareil yankee, contribuer par les moyens appropriés à l'aggravation des contradictions au sein de la classe dirigeante que, depuis l'élection "inattendue" de trump, ne cesse de se quereller et de se diviser sur toutes les questions de société, depuis les enjeux et choix géopolitiques, en passant par les réseaux pédocriminels qui gangrènent le corps politique et idéologique du système ... jusqu'à à la politique d'émigration. Cette fracture de la classe dirigeante en deux blocs, ont conduit à la formation d'un appareil d'état bicéphale : maison blanche /pentagone. De tel sort que de nos jours l'essentiel des affaires sont du ressort du "deep state" (le pentagone, en particulier). Ce que explique le comportement clownesque de trump, "l'imprévisible", le contradictoire, le loufoque à la limite du ridicule... qui surprend plus d'un... (serait-il fou à lier ?...le capitalisme yankee aurait-il perdu la tête, n'aurait plus aucune morale ?). Trump à l'image de bien d'autres institutions-phare du capitalisme dans sa phase sénile, doit savoir gérer en permanence "le fait accompli," élaboré par "deep state", et l'encaisser tant bien que mal dans son programme national-sioniste à géométrie variable, salade impériale vendue à son propre peuple et au monde entier sous l'étiquette "america first"... comme si le néo-patriotisme trumpiste fusse désormais incompatible avec l'aigle impériale yankee étreignant les peuples du monde entier entre ses serres.  https://www.dailymotion.com/video/xodi28

 
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MCB-8 - un bilan clairvoyant de la guerre au moyen-orient et du rôle joué par leurs principaux intervenants à l'heure où la débâcle approche (Badia Benjelloun / Librairie Tropiques / 24 Octobre 2019) 

 

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Épilogue pour un perdant.

1 / Dissonance cognitive.

 

 

Le conseiller officiel des princes français, successivement Mitterrand, Sarkozy puis Hollande, vient de soutenir que le souverainisme, autre nom pour un nationalisme économique et diplomatique, serait une nouvelle manière de formuler l’antisémitisme.

 

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Attali est un fervent défenseur du sionisme qui est précisément un nationalisme fondé sur la revendication d’une terre usurpée à ses occupants et réservée exclusivement  aux Juifs de tout pays. Mieux que toute autre démonstration, sa direction de l’hymne israélien devant un Shimon Peres,

https://www.dailymotion.com/video/xyr7rs#https://www.dailymotion.com/video/xyr7rs l’artisan des attaques sous faux drapeaux de communautés juives en Egypte et en Irak pour hâter leur émigration et père de la bombe atomique israélienne, dit son attachement viscéral à une entité coloniale raciale, expansionniste et belliciste. Tenir ensemble les deux positions tient lieu d’une acrobatie qui s’étaie d’une machinerie idéologique installant comme normalité acceptable et bien reçue ce type de dissonance cognitive.
L’internationalisme d’Attali tel qu’il est prôné par les mass médias s’articule autour des intérêts des transnationales qui en sont les principaux actionnaires. Il préconise aussi l’interventionnisme militaire des Usa partout dans le monde qui assure leur domination sur un marché qu’ils ont souhaité sans limitation par des frontières.
Pauvre Trump qui avoue ne pas savoir le nombre de pays et de sites (et nous non plus) où stationnent des forces militaires étasuniennes ! L’incohérence apparente de ses décisions s’éclaire d’un nouveau jour pour peu qu’on observe avec distance les slaloms qu’il emprunte pour appliquer sa doctrine personnelle de Défense exprimée depuis sa campagne électorale. Il ne l’a pas fondée sur une guerre sans fin contre l’ennemi du millénaire ‘ le terrorisme islamiste’. Cette  Global War on Terror (GWOT) était le substrat qui devait dynamiser sous son impulsion destructrice l’économie étasunienne étranglée par la crise des dotcom, officialisée par Bush Junior et reprise par Obama. Il a revendiqué très tôt un isolationnisme au nom duquel les Usa ne devraient plus concourir à renverser des régimes auxquels ils ne comprennent rien. L’abandon annoncé de l’activité des services de renseignements, d’espionnage, de contre-espionnage, responsable de psy-ops et de 
regime change, motive la fronde d’une fureur inouïe soutenue contre lui par ses opposants.

 

2 / Désaroi.

 

La procédure de destitution promise à son encontre menée sous la direction de la porte-parole des Démocrates à la Chambre des Représentants correspond  à ce moment où Bolton fut licencié et la décision fut prise du retrait des  militaires étasuniens du Nord-Est de la Syrie. Nancy Pelosi repousse pour l’instant le vote qui permettrait l’enquête et la mise en accusation du POTUS actuel, ce qui témoigne du désarroi du camp belliciste et de l’atomisation du parti démocrate et d’un certain vertige devant la crise constitutionnelle qu’ouvrirait cette séquence à la veille des élections présidentielles.
Les Démocrates et la Killary sinon à leur tête au moins instigatrice occulte se seraient avisés en outre qu’ouvrir le dossier de l’Ukraine exposerait les malversations sans nombre, la corruption profonde des responsables étasuniens du coup d’Etat de 2014.
Patiemment avec un art consommé de l’esquive du négociateur en immobilier ou plus certainement par simple exploitation opportuniste des failles évidentes de l’adversaire, Trump démine le paysage et 
nettoie le marais puant de l’Etat réel qui double le formel de la Maison Blanche, celui des Renseignements et du CMI. Brenan, Comey et Obama sont en passe d’être mis en accusation par le nouveau ministre de la Justice.

 

La résolution bipartisane votée massivement (354 voix contre 60)  au Congrès contre le retrait des forces militaires de Syrie n’a qu’une portée symbolique, elle  indique néanmoins clairement l’orientation de la classe politique étasunienne perfusée par les donations de lobbys qui dirigent le pays, Lockheed, Boeing, Raytheon et AIPAC.

 

 

3 / Panique à Tel Aviv. 

 

En effet, l’entité coloniale parrainée par l’ONU en 1948 s’estime menacée par la volonté de la Maison Blanche de mettre fin à la présence étasunienne au Moyen Orient.
Tous les sionistes s’élèvent contre l’isolationnisme affiché de Trump. Le retrait des Usa met en échec le projet longtemps caressé par Israël de fragmenter la Syrie. Un Kurdistan syrien soutenu militairement par le régime de tel Aviv était bien l’un des enjeux de la guerre instituée en Syrie depuis 2011, drôle de guerre civile qui fait intervenir pas moins de neuf pays et une myriade de nationalités parmi les combattants pour la démocratie. Pour promouvoir le Rojava, la propagande, d’une efficacité éprouvée, a mis en avant des femmes en tenue de combat avec un physique avantageux selon les canons occidentaux. Elle a séduit une gauche européenne, très idiote et particulièrement utile, transformée par manque de perspective claire en l’alliée objective de l’impérialisme sioniste et étasunien.
Un premier choc non amorti de cet abandon étasunien de la région a été enregistré par l’absence d’une réaction à la mesure de l’impact de l’attaque des Houtis sur les sites d’exploitation pétrolière de l’ARAMCO. L’envoi de 1000 ou 2000 soldats de l’US Army et le renforcement de la défense anti-missiles par des Patriot supplémentaires ne masque pas le désintérêt pour le sort des Saoud emberlificoté par un héritier de 32 ans pusillanime et responsable de l’engagement d’un royaume d’un autre âge dans une guerre ingagnable avec le Yémen et d’un blocus contre le Qatar un voisin et ancien allié.
Certes, cette attitude indifférente  a déplu à Tel Aviv  mais elle permettra des ventes supplémentaires d’appareils et de dispositifs de surveillance par le
nombreuses firmes israéliennes dédiées à la sécurité- coûteux et d’une utilité dérisoire.

 

Pourtant, Trump avec l’aide de son gendre Kushner s’est montré le plus sionistophile des présidents des Usa par l’ « octroi » de Jérusalem et le droit reconnu à Israël d’attaquer qui il veut au Proche Orient, reconnu comme son terrain de jeu exclusif.

 

 

4 / Lâchage du surgeon.

 

Israël est de plus confronté à une crise politique ouverte par l’absence de majorité claire pour la formation d’un nouveau gouvernement. Netanyahu a renoncé à la mission que lui a confié le Président faute de consensus autour de sa personne, compromise dans des affaires de corruption désormais trop voyantes.

Il devient impérieux pour l’exécutif de l’entité sioniste de tenir compte d’une réalité de plus en plus prégnante, les Usa ne frapperont pas militairement l’Iran, on le sait depuis les demandes réitérées de Sharon. Les sanctions économiques qui frappent durement la République islamique d’Iran renforcent une cohésion patriotique. Elles créent une fragilité politique dans le pays car la petite bourgeoisie urbaine, particulièrement atteinte par cette guerre économique, peut à tout moment rentrer en rébellion ouverte et déclencher des manifestations susceptibles d’être manipulées par les mains bien visibles des révolutions colorées.

Les modalités du retrait américain du sol syrien, incomplet car 300 ou 400 soldats continueraient de ‘protéger’ (sic !) le sous-sol riche en hydrocarbures du Nord Est syrien du gouvernement légal de Damas sont encore discutées et disputées.  

Le transfert des garnisons américaines en Irak, illégal car elles n’y sont pas invitées par un gouvernement irakien  opportunément contesté, est en cours et se poursuivra.

Toutes les lamentations déversées dans les journaux israéliens n’y changeront rien.

L’exécutif étasunien est touché d’un certain degré de sagacité et de clairvoyance concernant les guerres menées au Proche Orient dans l’intérêt exclusif d’Israël. Obama déjà a été fustigé abondamment par pour avoir refusé de bombarder la Syrie en 2013 lors du montage  rocambolesque par des acteurs affublés de casques blancs d’une attaque chimique au chlore alléguée par Assad de son opposition. 

Trump en homme d’affaires plus ou moins avisé a également fait un prompt calcul. Sa décision est frappée de coin d’un bon sens d’investisseur et spéculateur immobilier. La donne pétrolière ne justifie plus une telle présence au Proche Orient, le pétrodollar arrive en fin de course et les ressources dans le sous-sol séoudien aussi. Il semble plus opportun de développer une indépendance énergétique quitte à aggraver le désastre écologique et financier grâce aux forages pour l’exploitation des hydrocarbures piégés dans les roches schisteuses.

Les affrontements entre la Chine et la Russie et l’Occident sont à observer désormais au sein du continent africain, réservoir de matières premières irremplaçables. Des dizaines de milices à la solde de transnationales dans le Sud et le Nord Kivu à l’Est de la République Démocratique du Congo ont fait des millions de morts ces dernières années. Goma, ville frontalière proche du Burundi et du Rwanda, est réputée pour être la ville la plus dangereuse au monde. Israël a investi depuis des décennies dans des relations avec des pays africains pour les appuis diplomatiques qu’il pouvait en obtenir, une politique de revers par rapport à la Ligue Arabe à l’époque du front de refus arabe mais aussi pour les ressources minières comme le diamant. L’industrie diamantaire israélienne est en pleine crise dans un contexte de fléchissement mondial de la demande en pierres précieuses. (L’or se porte bien, merci la guerre commerciale et monétaire initiée par Trump). L’acquisition d’un savoir-faire par l’industrie chinoise  d’un diamant synthétique indiscernable du diamant naturel détrônera à jamais cette spécialité autrefois  à la fois lucrative et sanguinaire de l’Etat hébreu. La Chine est déjà bien établie économiquement en Afrique, elle offre maintenant son appui militaire pour consolider sa présence et pérenniser l’expansion de ses entreprises nationales dont les domaines d’activité excèdent largement la seule occupation extractive.

Les affrontements entre la Chine et la Russie et l’Occident sont à observer désormais au sein du continent africain, réservoir de matières premières irremplaçables. Des dizaines de milices à la solde de transnationales dans le Sud et le Nord Kivu à l’Est de la République Démocratique du Congo ont fait des millions de morts ces dernières années. Goma, ville frontalière proche du Burundi et du Rwanda, est réputée pour être la ville la plus dangereuse au monde. Israël a investi depuis des décennies dans des relations avec des pays africains pour les appuis diplomatiques qu’il pouvait en obtenir, une politique de revers par rapport à la Ligue Arabe à l’époque du front de refus arabe mais aussi pour les ressources minières comme le diamant. L’industrie diamantaire israélienne est en pleine crise dans un contexte de fléchissement mondial de la demande en pierres précieuses. (L’or se porte bien, merci la guerre commerciale et monétaire initiée par Trump). L’acquisition d’un savoir-faire par l’industrie chinoise  d’un diamant synthétique indiscernable du diamant naturel détrônera à jamais cette spécialité autrefois  à la fois lucrative et sanguinaire de l’Etat hébreu. La Chine est déjà bien établie économiquement en Afrique, elle offre maintenant son appui militaire pour consolider sa présence et pérenniser l’expansion de ses entreprises nationales dont les domaines d’activité excèdent largement la seule occupation extractive.

 

5 / Le nucléaire turc en bonne voie

 

 

Israël en entreprenant avec les néoconservateurs sionistes étasuniens la guerre contre le terrorisme et le remodelage du Grand Moyen Orient a échoué à détruire toute opposition à son projet d’extension jusqu’à l’Euphrate. Au contraire, l’Iran, sans partager aucune frontière avec lui l’entoure de toute part, par l’intermédiaire de formations politiques comme le Hezbollah du Liban  et les Houtis du Yémen et de pays alliés comme la Syrie et l’Irak.  La preuve de sa vulnérabilité à la technologie militaire iranienne a été administrée par l’attaque des deux sites de l’ARAMCO en Arabie.

La rencontre de Poutine avec Erdogan du 22 octobre à Sochi a scellé un accord décisif qui consacre l’intégrité territoriale d’une Syrie souveraine, n’en déplaise au conseiller inamovible des condottieri français. La déclaration publique commune cèle certainement des points essentiels tus par les deux chefs d’Etat. Erdogan veut parachever le programme nucléaire turc qui ne sera pas nécessairement limité à un usage énergétique. Le coefficient d’affinité élevé d’Ankara pour le Kremlin avec les orientations très accommodantes pour les vues russes résulte sans doute de cette ambition.

N’ayant pas voulu entendre d’une oreille attentive les revendications justifiées d’un Moyen Orient totalement dénucléarisé, Israël devra compter sous peu avec une bombe nucléaire turque voire même une bombe séoudienne. Et l’entité coloniale perdra l’exclusivité de la possession de têtes nucléaires au Proche Orient, ce qui garantissait son immunité.

Dans cette équation à multiples variables, les solutions ne sont pas univoques mais certaines sont maintenant exclues. Assad restera comme une constante parmi l’étendue des issues possibles. Peu importe que des milliers de Djihadistes soient ‘relâchés dans la nature’ lors du mouvement précipité de retrait des troupes étasuniennes. Ils atterriront sans doute dans le champ magnétique des shekels israéliens mais sans l’aide de la Turquie qui fut plus que compréhensive avec eux ni des ressources fournies par les Usa qui ont couvert logistiquement leurs opérations. Les mercenaires se replieront vers d’autres destinations quoiqu’en dise l’exécutif turc. Les forces russes en Syrie s’occuperont d’empêcher le retour à la maison des groupes tchétchènes et daghestanais de Daesh , combattants les plus aguerris de l’ex Etat islamique.

 

 

Badia Benjelloun

 

 

http://www.librairie-tropiques.fr/2019/10/epilogue-pour-un-perdant.html?utm_source=_ob_email&utm_medium=_ob_notification&utm_campaign=_ob_pushmail

 

 

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[L’enveloppe budgétaire de la Défense  a progressé, 585 $ milliards en 2017,  640 en 2018. En réalité, les sommes allouées au Pentagone et autres composantes du dispositif de défense nationale ont atteint 717 $ milliards pour 2018. Pour 2019, une hausse de 7% a été consentie pour le budget du Pentagone. (...) Ce sont plus de 30 000 courriels de la Convention démocrate qui ont été  divulgués par Wikileaks  en juillet 2016 qui prouvaient que les hauts responsables du Parti démocrate truquaient les primaires en faveur d’Hillary Clinton au détriment de l’aile gauche du parti figuré par Bernie Sanders. (...) Le triomphe de Trump en novembre 2016 c’est le ratage de l’alliance pourtant donné gagnante à 10 contre un de la CIA et de la presse dominante. L’acharnement contre Trump est à la mesure du désappointement de l’Etat profond, celui qui a assassiné Kennedy, poussé à la démission Nixon et a failli destituer Clinton. Cette situation pour le moins inédite donne d’un Etat hégémonique qui tient à son rang et sa fonction de gendarme du monde un spectacle sordide et signifie sa décadence. ]

 

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[WASHINGTON, 16 octobre (Xinhua) -- La Chambre des représentants américaine a voté massivement mercredi pour adopter une résolution visant à inverser la décision du président américain Donald Trump de retrait des troupes américaines du nord de la Syrie sur fond d'offensive turque en cours.

La résolution a reçu un soutien bipartisan de 354 voix contre 60, qui "s'oppose à la décision de mettre fin aux efforts américains visant à empêcher les opérations militaires turques contre les forces kurdes syriennes dans le nord-est de la Syrie".

La résolution, largement symbolique, a été parrainée par le président démocrate de la Commission des affaires étrangères Eliot Engel, et par le président de la Commission sur la sécurité intérieure, Michael McCaul, le numéro un républicain. Une mesure d'accompagnement au Sénat a été présentée mardi.

La résolution intervient alors que le vice-président américain Mike Pence et le secrétaire d'Etat Mike Pompeo sont en route vers la Turquie où ils arriveront plus tard dans la journée pour proposer un cessez-le-feu sur le front syrien, proposition rejetée d'avance par le président turc Recep Tayyip Erdogan.

Washington a imposé lundi un train de sanctions contre la Turquie en réponse à ses opérations militaires en Syrie. Celles-ci comprennent l'inscription sur une liste noire de hauts responsables turcs, l'arrêt des négociations commerciales bilatérales et la hausse des droits de douane sur les importations d'acier turc.

Ces sanctions interviennent quelques jours après le lancement par la Turquie d'opérations militaires ciblant les forces kurdes dans certaines parties du nord-est de la Syrie, tandis que le président Trump a ordonné le retrait d'environ 1.000 soldats américains déployés sur place. French.xinhuanet.com , Publié le 2019-10-17 ]

 
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[La militante qui se fait appeler « Greekemmy » sur les réseaux sociaux régente un groupe de femmes « petites mains » qui occupent les sièges mais cèdent leur place au gré de l’arrivée « d’hommes importants » comme Pilger, Livingstone, Vaughan Smith puis même Juan Branco et Maxime Nicolle bien plus tard. Il suffit que Greekemmy crie « substitution » et immédiatement une femme se lève et donne sa place. Je ne trouve pas ce procédé honnête et il est illégal (...) La salle est vite remplie et commence alors le manège des « substitutions » qui permet à Juan Branco de s'asseoir entre John Pilger et Ken Livingstone à ma droite malgré son retard. Il a quand même essayé de prendre place dans la salle d’audience parmi les journalistes, mais les huissiers le font sortir car il n’a pas de carte de presse et n’est pas avocat inscrit au barreau anglais. Ils lui demandent aussi de faire fouiller son sac par la sécurité qu’il a aussi visiblement réussi à éviter. Un peu rouge, le jeune Français médiatique obtempère. Maxime Nicolle arrivera vers la fin de l’audience, selon le même procédé une militante se lèvera pour lui céder la place, il sera assis à coté de son ami. (...) Alors je suis intriguée car je remarque Hrafnsonn, Pilger et Lockhart Smith sortir d'une « consultation room 4 », salle normalement fermée car réservé aux avocats. Ils ont l’air contents d'eux. Par la vitre de cette salle je vois aussi Juan Branco en conversation avec Renata Avila responsable dans l’organisation Open Democracy financée par Goerges Soros et responsable politique dans le mouvement de Yanis Varoufakis Diem 25 ! Monika Karbowska, Le procès de Julian Assange le 21 octobre 2019]
 
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L’industrie du diamant, pilier de l’économie d’Israël

par FAHY Pascaline

 

Le diamant est une pierre qui évoque des émotions et des images très fortes : pour certains, gage d’amour et d’engagement, il symbolise la pureté. Pour d’autres, il réveille le souvenir douloureux des enfants soldats
et des mineurs sacrifiés pour le profit de quelques-uns.

Les diamants de sang on fait couler beaucoup d’encre, et l’extraction de pierres dans certaines mines d’Afrique continue à alimenter la polémique. Pourtant, d’une manière générale, tout porte à croire que le problème des diamants de sang a été réglé par les différentes institutions chargées de nettoyer le marché et de rassurer les consommateurs. La réalité est tout autre.

En 2000, l’industrie mondiale du diamant a mis sur pied le Conseil Mondial des diamants (World Diamond Council, WDC) en réponse à l’indignation du public face à l’utilisation de diamants bruts pour financer des conflits en Afrique. Ce dernier avait pour mission de développer un système de traçabilité des diamants bruts pour prévenir leur utilisation à des fins illicites telles que la guerre.

En 2003, le WDC a introduit un système d’auto-régulation appelé Processus de Kimberley, censé enrayer le flot de diamants de sangs, appelés aussi diamants de conflit. Cet objectif louable a malheureusement été biaisé par la définition étriquée d’un diamant de conflit, ou diamant de sang, choisie par les différents protagonistes : « diamants bruts utilisés par des mouvements rebelles ou leurs alliés pour financer un conflit visant à renverser des gouvernements légitimes » . Le commerce lucratif des diamants polis et taillés échappe donc aux restrictions qui s’appliquent aux diamants bruts en matière de droits humains.

 Le rôle d’Israël dans l’industrie diamantaire

Les gens ignorent souvent qu’Israël est un des principaux exportateurs de diamants taillés du monde, et une plateforme importante pour le commerce de diamants bruts . Sa place dominante dans l’industrie mondiale contribue à maintenir le silence autour des failles du Processus de Kimberley : Israël est membre du WDC, et a présidé le Processus de Kimberley en 2010.

Les diamants taillés n’étant pas marqués, il est impossible de distinguer un diamant taillé en Israël d’un diamant taillé ailleurs, et le consommateur risque d’alimenter, sans le savoir, les caisses d’un Etat accusé de crimes de guerre, crimes contre l’humanité, nettoyage ethnique, apartheid, violations des Conventions de Genève, etc. !

L’industrie du diamant est un pilier de l’économie d’Israël : en 2008 la valeur ajoutée à l’économie israélienne grâce à leur exportation était de presque 10 milliards de dollars (voir info-­palestine.net). Les compagnies israéliennes importent des diamants bruts pour les tailler et les polir, augmentant ainsi leur valeur avant de les exporter.

Les Etats-Unis représentent le principal marché des diamants d’Israël (environ 50 % des diamants vendus aux US viennent d’Israël), et 8 % de la production israélienne aboutit en Suisse ?, où ils sont consommés par l’horlogerie et la bijouterie.

 Un lien direct avec l’armée

Les diamants en provenance d’Israël ne sont pas des diamants de sang au sens où l’entend le Processus de Kimberley car ils ne sont pas bruts. Pourtant, en alimentant l’économie de l’occupation, ils contribuent à financer des violations des droits de l’homme et une politique de colonisation et de nettoyage ethnique.

Dans son témoignage pour le Tribunal Russel sur la Palestine en 2010, l’économiste politique israélien Shir Hever a déclaré : « De manière générale, l’industrie du diamant israélienne participe aux industries militaro-sécuritaires d’Israël à hauteur de 1 milliard de dollars chaque année… chaque fois que quelqu’un achète un diamant qui a été exporté d’Israël, une partie de cet argent finit dans l’armée israélienne, donc le lien économique est tout à fait clair ».

Les profits générés par la vente de diamants contribuent, par le biais de l’impôt, à financer l’armée. Le marché des diamants est donc contaminé par des pierres travaillées dans une zone de conflit, alimentant un système d’oppression et d’apartheid.

Que les diamants en provenance d’Israël soient ou non reconnus officiellement comme des diamants de sang ou de conflit ne doit pas nous empêcher d’informer la société civile et de l’encourager à agir. L’appel au boycott (BDS) s’applique en effet à n’importe quel produit, des fruits aux légumes à l’industrie pharmaceutique, en passant par l’électronique et les diamants. En ciblant un pilier fondamental de l’économie israélienne, la campagne BDS pourrait mettre en péril la capacité d’Israël à financer l’occupation et la colonisation des Territoires palestiniens.

Les diamants sont très présents dans l’économie suisse, alimentant la bijouterie et l’horlogerie, des secteurs commerciaux importants pour notre pays. En avril 2011, un « courrier des lecteurs » publiée dans le magazine Retail Jeweller a suscité la colère dans l’industrie du diamant, et a mené au retrait du magazine de la foire de l’horlo­gerie Baselworld à Bâle. L’auteur, un activiste irlandais, demandait, que les diamants taillés en Israël soient considérés comme des diamants de sang. Les réactions virulentes à la publication de la lettre mettent en évidence la sensibilité du milieu à une révélation des liens entre les diamants et les crimes de guerre d’Israël.

L’éclat des créations réalisées avec des diamants en provenance d’Israël est terni par la souffrance et l’humiliation du peuple palestinien, et les salons de l’horlogerie et de la bijouterie qu’accueille la Confédération contribuent à maintenir le silence autour des diamants de conflit d’Israël. Il est temps que la société civile suisse s’engage pour faire cesser cette complicité !

Pascaline Fahy

Membre du Comité Urgence Palestine

 

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Fureur

Pourquoi une telle fureur et tant de passion mauvaise ?

Un acharnement en illégitimité a débuté aussitôt qu’il fut déclaré élu.

Des fonds furent très rapidement levés pour procéder à un  nouveau décompte  des voix dans trois États, des anomalies statistiques relevées par des experts ont fait soupçonné un piratage électronique en faveur du vainqueur. Son investiture le 20 janvier 2017 fut saluée dès le lendemain par des manifestations monstrueuses  mobilisant des millions d’opposants. Des marches ont été organisées pour la défense des droits civiques dans les plus grandes villes, les femmes et les minorités se sont senties menacées alors que Trump n’a jamais affiché que des positions modérées sur les questions sociétales ( mariage des homosexuels et droits des transgenres par exemple). D’emblée, les intenses campagnes de diffamation menées contre le 45ème Président des Usa ont fait régner une atmosphère de guerre civile  larvée.

L’ampleur et la durée des réactions hystériques de l’establishment et de ses institutions patentes ou fondues dans le paysage (l’État profond) ne peuvent s’expliquent par l’aversion pour l’isolationnisme clairement affiché de Donald Trump. Après tout, il ne sera jamais malaisé pour le Pentagone de faire voter des budgets en accroissement constant en accord ou en dépit de l’hôte de la Maison Blanche. L’enveloppe budgétaire de la Défense  a progressé, 585 $ milliards en 2017,  640 en 2018. En réalité, les sommes allouées au Pentagone et autres composantes du dispositif de défense nationale ont atteint 717 $ milliards pour 2018. Pour 2019, une hausse de 7% a été consentie pour le budget du Pentagone. 

Travail laborieux 

Un long feuilleton a dès lors été entrepris pour tenter de destituer celui qui ne fut pas le candidat prévu par le programme avec des épisodes lamentables où un grand rôle fut joué par des anciens du MI6. Aucune preuve ne fut apportée à la prétendue ingérence russe dans les élections de novembre 2016. Jusqu’à l’intervention d’un  Mueller sénile  et en déficit d’arguments convaincants devant les commissions de la justice et du renseignement du Congrès, le POTUS était soupçonné être un agent d’un gouvernement étranger auquel il serait redevable car il l’aurait aisé à être porté au pouvoir. Donc d’être d’intelligence avec l’ennemi, pas moins. Le rapport aurait établi une ingérence russe mais pas de collusion avec le candidat. Les accusations contre l’homme à abattre ont changé de contenu, il est quand même coupable d’avoir fait obstruction à la justice plus d’une dizaine de fois au cours de l’enquête. L’art de la rhétorique a été mis au point par des orateurs grecs qui faisaient office d’avocats dans la Grèce antique. Cet art ne repose pas sur la démonstration raisonnable de faits avérés et de leur enchaînement éventuel logique, mais sur la persuasion de l’auditeur en requérant son approbation et en la charmant tout au long du déroulement du discours. Cette technique discursive a donné naissance aux sophistes et à leur enseignement fortement rétribué par les familles de leurs élèves. . La société étasunienne est fortement judiciarisée et ces mœurs sont lisibles dans la manière dont les politiciens mènent leurs attaques. Trump est au moins coupable d’avoir entravé le cours de la justice, donc pas nécessairement innocent de ses liens inavoués avec Poutine. Le glissement vers un autre délit dans l’affaire très est opportun et autorise la suspicion. Un autre bénéfice en  résulte pour les accusateurs, l’oubli de l’origine de l’enquête. Ce sont plus de 30 000 courriels de la Convention démocrate qui ont été  divulgués par Wikileaks  en juillet 2016 qui prouvaient que les hauts responsables du Parti démocrate truquaient les primaires en faveur d’Hillary Clinton au détriment de l’aile gauche du parti figuré par Bernie Sanders.

L’éternelle main invisible de Poutine

Les adversaires de Trump n’ont eu de cesse d’accuser la Russie d’avoir hacké le serveur du Parti pour favoriser leur agent. Le bruit fait autour de l’intervention alléguée des renseignements russes occulte ce qu’a permis de révéler Julian Assange, à savoir la manipulation et la malhonnêteté de l’équipe Clinton, la préférée de Wall Street et de la CIA. Le  format  dans lequel ont été publiés les courriels indique clairement qu’ils ont été prélevés depuis un dispositif périphérique comme une clé USB et pas par une intrusion. 

De plus, la NSA est dotée de tous les moyens pour identifier tous les échanges de courriels au niveau domestique ou depuis l’international  et aurait pu donner la preuve irréfutable d’un « hammeçonnage » du serveur de la DNC et le tracer pour remonter aux auteurs.  Les 35 813 emails postés par Wikileaks ont été dérobés par une personne qui avait accès aux données du Parti, soit quelqu’un de l’intérieur. Il est difficile d’apprécier combien ces révélations de trucage des primaires ont pesé dans l’échec de Clinton face au Républicain mais il est probable que l’électorat ‘socialisant’ démocrate s’est au moins abstenu et y a contribué. Les technocrates de la CIA, habitués à fomenter et réussir des révolutions colorées, des coups d’Etat et de fausses guerres civiles en manipulant certaines fractions mécontentes des population, ont été tout surpris de ne pas conduire la fille du sérail, malgré ses absences, ses chutes, ses mouvements désordonnés et autres anomalies neurologiques assez évidentes, jusqu’à la Maison Blanche. 

Le triomphe de Trump en novembre 2016 c’est le ratage de l’alliance pourtant donné gagnante à 10 contre un de la CIA et de la presse dominante.

L’acharnement contre Trump est à la mesure du désappointement de l’Etat profond, celui qui a assassiné Kennedy, poussé à la démission Nixon et a failli destituer Clinton. Cette situation pour le moins inédite donne d’un Etat hégémonique qui tient à son rang et sa fonction de gendarme du monde un spectacle sordide et signifie sa décadence. Ce qu’il donne à montrer c’est une énorme faiblesse par perte de contrôle des éléments de propagande. Les coups répétés ont renforcé l’homme d’affaires alors qu’il suffisait d’attendre et de l’attaquer par surprise en fin de mandat.

Agent d’Exxon Mobil

La nouvelle séquence concoctée contre l’ancien acteur de télé-réalité renforce cette impression. Le lanceur d’alerte cette fois issu des rangs d’une agence de renseignement étasunienne en voulant prouver un acte anticonstitutionnel du Président allume des projecteurs sur des malversations et corruption profonde de l’un de ses adversaires.

Les 50 000 dollars mensuels distribués au fils Biden pour siéger au Conseil d’Administration d’une entreprise pour l’activité de laquelle il est notoirement incompétent  pose un problème éthique  (en principe). Marchander un prêt d’argent à un chef d’Etat à la condition qu’il suspende de ses fonctions un procureur en charge d’enquêter sur les anomalies concernant cette entreprise est une entorse inacceptable à la morale et au droit. 

Toute cette machination sent trop le gaz pour qu’elle soit si simple que cela.

Burisma et Shell devaient exploiter le gaz du gisement d’Uzokva alors que les forces d’autodéfense du Donbass avaient établi leur base tout près à Slavyansk. Burisma appartient, au travers de plusieurs détenteurs écrans, à l’oligarque  Igor Kolomoisky, l’homme à la fois sioniste et néonazi (oui ça coexiste), soutien du comédien actuellement Président de l’Ukraine. Les réserves en gaz de l’est de l’Ukraine défendu par les autonomistes sont estimées à 5 878 milliards m3 (les réserves étasuniennes le sont à 8 976 milliards), de quoi déstabiliser Gazprom et la Russie voire les faire disparaître. Ces données éclairent d’un jour nouveau les menées étasuniennes en Ukraine et justifient le coup d’État de 2014.

Ambitions contrariées

Il s’agit de construire une nouvelle architecture des réseaux gaziers dans le monde.

Vendre du gaz liquéfié à l’Europe venant des Usa et d’Ukraine. La trame de ce dessein est bien esquissée mais le projet semble rencontrer quelques difficultés. Biden père et fils peuvent être sacrifiés, mais il faut détruire la Russie et édifier un monopole gazier d’où le Moyen Orient peut aussi être exclu. David Goldwyn, un lobbyiste des firmes pétrolières étasuniennes, avait longtemps milité pour punir la Libye en raison de son rôle présumé dans l’attentat de Lockerbie. Il est devenu conseiller de Hillary Clinton pour l’énergie avec pour mission la promotion de l’exploitation du gaz de schiste dans le cadre  ‘Global Shale Gaz Initiative’ qui a recensé 32 pays avec des bassins de gaz exploitables, belle aubaine pour les Chevron, Exxon Mobil et Marathon. L’Ukraine mais la Pologne aussi en font partie.Killary la belliciste était assise sur ce beau projet de fracturation pour reconfigurer le monde et modifier radicalement les dépendances énergétiques. 

Cependant l’édifice schisteux se révèle branlant. Après avoir connu des problèmes de rentabilité dans le contexte d’un prix du baril bas, l’exploitation est confrontée à celui plus fondamental, de l’épuisement rapide des points de forage qui donnent beaucoup moins que prévu. Ainsi n’est pas constructeur d’empire qui veut, la rage de Killary et de la nébuleuse qui l’a entourée pour assurer son couronnement s’explique mieux.

Les carnets de Badia Benjelloune,  dedefensa, 8 oct 2019

 

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Tribunal d’opinion, Bordeaux 24 octobre 2019

L’AFFAIRE GEORGES IBRAHIM ABDALLAH

 

 

Réquisitoire du procureur René Naba, mandaté par Georges Ibrahim Abdallah devant le tribunal de l’opinion.
Substitut : Gilbert Hanna, Directeur de la Radio Clé des Ondes-Bordeaux
Co publié par le journal libanais Al Akhbar : https://www.al-akhbar.com/
La version arabe du texte, œuvre de San’a Yazigi Khalaf, enseignante, se trouve dans le prolongement du texte français

Monsieur Le Président, Messieurs Les Assesseurs,

La confiance que m’accorde mon mandant Georges Abdallah m’honore et m’oblige.

Elle implique pour moi une lourde responsabilité devant l’histoire et la justice des hommes de démontrer que l’affaire Georges Ibrahim Abdallah, qui était au départ, pour la résumer caricaturalement, l’affaire de l’assassinat de deux diplomates en France, va générer par les interférences du politique sur le judiciaire, sur une série de dysfonctionnements débouchant sur une parodie de justice, un parfait exemple de la négation de la notion même de justice. Pour finir par accréditer l’idée d’un état, Israël, bénéficiant d’une immunité de juridiction et ses séides français d’une impunité.

 

 

L’AFFAIRE GEORGES IBRAHIM ABDALLAH : UN PARFAIT EXEMPLE DE LA NÉGATION DE LA NOTION MÊME DE JUSTICE

 

L’Affaire Georges Ibrahim Abdallah est un parfait exemple de la négation de la justice et de la notion même de Justice. Avec un procès biaisé, une culpabilité non établie, un parjure, un engagement non tenu, dans un contexte de légitime défense, elle mérite à ce titre de figurer dans les annales de l’Ecole de la Magistrature comme le parfait contre-exemple d’une bonne administration de la Justice.

UN PROCÈS BIAISÉ

Un avocat sous-marin de la DGSE. Le ver était dans le fruit. Ce fait résume à lui seul toute l’ignominie du procès fait à Georges Ibrahim Abdallah, en ce que son propre défenseur, Jean Paul Mazurier, était en mission commandé pour le compte des services de renseignements français. Du jamais vu dans les annales judiciaires. Mais ce fait exorbitant n’a pas pour autant entraîné l’annulation du procès.

Le 28 février 1987, Georges Abdallah était condamné à la réclusion à perpétuité après 70 minutes de délibération d’une cour spéciale composée de 7 magistrats.

Quelques jours après, Me Jean Paul Mazurier, un de ses avocats, publiait un livre où il déclarait avoir travaillé pour les services secrets français. Le procès n’a pas pour autant été annulé. La France, «Patrie des Droits de l’Homme» n’a cure de ses contingences.

 

UNE CULPABILITÉ NON ÉTABLIE

 

Georges a été détenu et condamné sur la base de fausses preuves. Un revolver enveloppé dans un journal arabe daté de 2 ans postérieures à son incarcération. L’auteur de l’assassinat est en fait une militante communiste libanaise Jacqueline Esber, alias camarade Rima, décédée des suites d’une longue maladie en 2016, à Beyrouth où elle vivait dans la clandestinité. L’identité du meurtrier de Yaacov Barsimentov, l’attaché militaire israélien à l’ambassade israélienne de Paris, en 1982, à l’origine de l’inculpation de Georges Ibrahim Abdallah, a été révélée 34 ans après l’assassinat du faux diplomate israélien, en pleine campagne électorale française.

Mais si cette révélation a placé en porte à faux le pouvoir politique français, elle n’a pas pour autant conduit à une révision du procès en ce qu’elle remettait en question le bien-fondé de l’incarcération du militant communiste libanais.

 

UN PARJURE

 

Au-delà de la culpabilité ou non de Georges Ibrahim Abdallah, la France avait donné son engagement à la remise en liberté de Georges Ibrahim Abdallah en contrepartie de la libération de Sydney Peyrolles, un diplomate français en poste à Tripoli (Nord Liban), retenu en otage par les Fractions Armées Révolutionnaires Libanaises (FARL) qui avaient revendiqué l’attentat contre le diplomate israélien.

Sydney Peyrolles, fils de l’écrivain Gilles Perrault, a été libéré, mais Georges a été maintenu en prison du fait d’une curieuse coïncidence : la découverte de l’arme du crime, le fameux pistolet enroulé dans un journal arabe portant une date postérieure de deux ans à son incarcération. La France avait donné son engagement à l’Algérie via Yves Bonnet, à l’époque Directeur de la DST.

 

LE CONTEXTE DE L’ÉPOQUE : UN CAS DE LÉGITIME DÉFENSE.

 

L’assassinat des deux diplomates -en fait deux agents des services de renseignements, Charles E Ray (CIA Etats Unis) et Yaacov Barsimentov (Mossad Israël) agissant sous couvert de la protection diplomatique d’attachés militaires de leurs pays respectifs-, est intervenu en janvier 1981 à la veille d’un semestre lourd de conséquences pour l’avenir du Liban et des Palestiniens culminant avec l’invasion israélienne du Liban :

  • L’occupation de Beyrouth, en juillet 1982, la perte du sanctuaire libanais de l’OLP (Organisation de Libération de la Palestine) ; l’exil de son chef Yasser Arafat vers la Tunisie;
  • L’élection du chef milicien Bachir Gemayel, allié des Israéliens à la présidence de la République libanaise ; son assassinat à la veille de son entrée en fonction ; enfin le massacre des camps palestiniens de Sabra Chatila par les milices chrétiennes sous la protection israélienne, pour venger la mort du chef phalangiste.

En proie à la guerre civile depuis 1975, Le Liban n’était pas à l’époque –il ne le sera pas davantage par la suite-, un long fleuve tranquille. Pour des militants pro-palestiniens, l’élimination de deux attachés militaires en France ne relevait pas d’un crime crapuleux, mais d’un acte de justice révolutionnaire visant deux cibles militaires de deux pays -Israël et les Etats Unis- qui vont jouer un rôle déterminant dans le malheur du Liban et des Palestiniens. Un acte de résistance à l’occupation. Un cas de légitime défense.

N’en déplaise à Emmanuel Macron qui tend à criminaliser l’antisionisme comme une forme déguisée de l’antisémitisme, Israël était- et est – toujours perçu comme un état agresseur par les pays bordant le bassin historique de la Palestine (Palestine, Liban, Syrie, Jordanie), pratiquant en toute impunité l’intimidation par le terrorisme, à en juger par les coups de boutoir répétitifs de l’Etat Hébreu contre son environnement. Et pour la majorité des peuples arabes et du tiers monde, un usurpateur de la Palestine. Et « le droit à la sécurité d’Israël», la rengaine traditionnelle des Occidentaux, ne doit pas signifier l‘insécurité permanente des états arabes.

Dans ce contexte, la résistance à l‘occupation ne relevait pas d’une création ex nihilo. Mais d’une une réalité vécue quotidiennement notamment à Beyrouth, cible régulière de l’aviation israélienne, dans une opération de déstabilisation de l’échiquier politique libanais. En vue de susciter des dissensions inter confessionnelles de dresser les chrétiens contre les Musulmans. Ce qui sera fait en 1975.

 

POURQUOI UN LIBANAIS CHRÉTIEN PRO PALESTINIEN ?

 

Le combat pour la restauration des droits nationaux du peuple palestinien ne concerne pas exclusivement les Arabes ou les Musulmans, mais tous les hommes épris de paix et de justice, au-delà des critères ethnico-religieux.

Beyrouth, dans la décennie 1970, faisait office de vivier du nationalisme militant, le dernier carré de la contestation arabe. La capitale libanaise qui fera l’objet de deux invasions israéliennes, en 1982 et 2006, a ainsi exercé une fonction tribunicienne compensant par le verbe la défaite du Nationalisme arabe, consécutive à la défaite de juin 1967.

Elle sera la plateforme révolutionnaire de tous les mouvements de Libération de la zone de l’ASALA armée secrète arménienne pour la Libération de l’Arménie, aux kurdes du PKK, au Front de Libération de la Péninsule arabique et du Dhofar, à l‘Armée Rouge Japonaise et la Rote Armee Fraktion, et la kyrielle des mouvements de la guérilla palestinienne. Au même titre qu’Alger pour le continent africain. Toutes les chapelles du nationalisme, du marxisme et du fondamentalisme religieux y avaient pignon sur rue et disposaient de journaux forts documentés sur la situation dans leur pays d’origine, aux côtés de nombreuses maison d’édition, qui toutes tendances confondues, ont édité, à elles seules, une littérature politique supérieure à l’ensemble de la production littéraire des pays arabes, et se jouant de la censure, courante dans ces états, en a assuré sa diffusion.

C’est ici que la Résistance palestinienne a trouvé aide et refuge après le «septembre noir» jordanien et que se sont aguerris les premiers chefs des pasdarans iraniens.

C’est ici également que tous les opposants arabes, révolutionnaires ou non, pourchassés par les autorités de leur pays y ont cohabité pêle-mêle aux côtés des maquisards de la Méditerranée au Golfe –Arméniens, Kurdes, Somaliens, Érythréens– et des guérilleros d’Afrique, d’Asie et d’Amérique Latine.

C’est là enfin que sunnites libanais en rupture de bourgeoisie, chrétiens en délicatesse avec l’idéologie phalangiste et «dépossédés» chiites venus du sud-Liban en quête d’instruction, donneront le ton à toutes les manifestations de protestation dans le Monde arabe, comme ce fut le cas en septembre 1970 contre le massacre des Palestiniens en Jordanie, en 1972 contre le massacre des communistes au Soudan ou encore contre la «trahison» du président égyptien Sadate en 1977.

Pourquoi un chrétien, alors que la totalité des milices chrétiennes, alliées inconditionnels d’Israël, faisaient office de supplétifs des pays occidentaux?

Très simplement pour la simple raison que l‘appartenance religieuse si elle peut prédéterminer un engagement politique d’un individu, elle n’assigne pas son titulaire d’une sujétion éternelle envers la religion de sa naissance. Un chrétien peut combattre vigoureusement une dictature de type du chrétien Augusto Pinochet et voué une admiration sans borne au musulman Gamal Abdel Nasser, l’artisan de la première nationalisation réussie du tiers monde, le Canal de Suez.

Le dépassement des clivages ethnico religieux dans les sociétés fragmentées du Moyen orient a été l’honneur du Mouvement Nationaliste Arabe et la clé du succès de son combat de Libération National au Yémen, contre le protectorat britannique, en Syrie contre le Mandat français au Levant, en Egypte contre les Anglais.

 

LES CHRÉTIENS ARABES DANS LA RÉSISTANCE PALESTINIENNE : GEORGES HABBACHE, MGR HILARION CAPUCCI, KAMAL NASSER, ATALLAH HANNA.

 

Les chrétiens arabes ont joué un rôle d’avant-garde dans la renaissance intellectuelle arabe et seront à l’origine de la constitution des grandes formations politique arabes contemporaines : Antoun Saadé, (parti populaire syrien), Michel Aflak (Parti Baas), Georges Habbache, (Mouvement Nationaliste Arabe), Fouad Chémaly, fondateur du Parti Communiste Libanais, FARJALLAH HELOU, son successeur, mort sous la torture en Syrie, en 1959 et son cadavre dilué dans l’acide et immergé dans le fleuve longeant Damas pour éliminer toute trace de sa présence.

Et les chrétiens assumeront des responsabilités dans le combat de libération arabe, notamment le combat palestinien : Georges Habbache, fondateur du Front Populaire pour la Libération de la Palestine, de tendance marxiste, sera un des grands dirigeants les plus respectés de l’OLP, alors que Kamal Nasser, poète chrétien palestinien, a été le porte-parole de la centrale palestinienne et que Mgr Hilarion Capucci, Archevêque grec catholique de Jérusalem, a été incarcéré par les autorités israéliennes pour son soutien actif à la résistance palestinienne, tout comme d’ailleurs Mgr ATALLAH HANNA, Archevêque grec-orthodoxe de Sébaste en Palestine.

Sans oublier SERHANE BECHARA SERHANE, chrétien palestinien natif de Taybé en Cisjordanie, meurtrier du sénateur Robert Kennedy, le 5 juin 1968, à la date commémorative de la défaite arabe de juin 1967, pour le soutien inconditionnel manifesté à Israël par le frère du président américain assassiné. Doyen des prisonniers politique à travers le Monde, Serhane Béchara Serhane (75 ans), détenu depuis 52 ans, purge sa peine à la prison de Pleasant Valley en Californie.

Plus surprenant que cela puisse paraître aux lecteurs non avertis, le mouvement palestinien incluait des personnalités juives anti sionistes à l’instar d’Ilan Halévi, qui sera le représentant de l’OLP au sein de l’Internationale socialiste. Et de grandes convergences de lutte s’étaient développées au Moyen orient entre les Black Panthers israéliens et les Palestiniens dans la décennie 1970. La libération de la Palestine n’est pas exclusivement l’affaire des Musulmans comme tend à le suggérer la stratégie atlantiste de bipolarisation tendant à présenter le conflit comme le combat de «l’unique démocratie du Moyen Orient, la sentinelle avancée du monde libre, face à la barbarie arabo musulmane».

 

LA STRATÉGIE DE DÉSTABILISATION RÉGIONALE MENÉE PAR ISRAËL.

 

La chronologie témoigne de la stratégie de déstabilisation menée par Israël

  • Décembre 1968 : raid de l’aviation israélienne contre l’aéroport de Beyrouth entrainant la destruction de la totalité de la flotte civile libanaise.
  • En juillet 1972 – Ghassane Kanafani, porte-parole du Front Populaire de Libération de la Palestine, et sa nièce de 17 ans, sont tués à Beyrouth dans une voiture piégée qui aurait été placée par des agents israéliens. Kanafani était considéré comme une des grandes figures littéraires du monde arabe.
  • Moins d’un an plus tard, en Avril 1973 : Un raid israélien contre le centre de Beyrouth tue trois dirigeants palestiniens, Kamal Nasser, porte-parole de l’OLP, Abou Youssef Najjar, ministre de l’intérieur de la centrale palestinienne, Kamal Adwane, chargé du mouvement de la jeunesse palestinienne au sein du Fatah.
  • La guerre civile libanaise éclatera 2 ans plus tard, en avril 1975. Le hasard du calendrier n’est pas constamment fortuit. Il arrive qu’il soit prémédité.

Sur le plan régional

 

L’attentat à l’origine de l’inculpation de Georges Ibrahim Abdallah a eu lieu en janvier 1982, dans un contexte régional particulièrement exacerbé marqué notamment par :

  • La destruction de la centrale nucléaire irakienne de Tammouz par l’aviation israélienne le 7 juin 1981
  • L’Annexion du Plateau syrien du Golan le 14 décembre 1981
  • La proclamation de Jérusalem capitale éternelle d’Israël Décembre 1981

Janvier 1982, faut-il le rappeler, est à six mois de l’invasion israélienne du Liban visant à porter au pouvoir Bachir Gemayel, le chef des milices chrétiennes alliées d’Israël.

Sur le plan européen, les attentats anti palestiniens se multiplient en toute impunité pour les Israéliens.

  • 1983 – Le 21 août, un haut dirigeant de l’OLP et principal collaborateur de Yasser Arafat, Mamoun Meraish, est abattu par des agents israéliens à Athènes. Selon des articles de presse israéliens ultérieurs, la future ministre des Affaires étrangères, Tzipi Livni, aurait été impliquée dans l’assassinat. Mme Livni ne sera jamais inquiétée par Interpol.
  • 1986 – Le 9 juin, Khalid Nazzal, secrétaire du Front démocratique pour la libération de la Palestine, est abattu par des agents israéliens à Athènes, en Grèce.

 

L’ÉQUATION PERSONNELLE DE GEORGES ABDALLAH

 

L’équation chrétienne de Georges Abdallah va jouer toutefois un rôle sous-jacent déterminant dans le traitement inique qui lui sera réservé par la France. L’assassinat des deux diplomates en France et la procédure judiciaire engagée contre Georges Ibrahim Abdallah vont se dérouler sur fond d’un conflit de puissance contre la France, cobelligérant de l’Irak dans sa guerre contre l’Iran et les contestataires à l’ordre hégémonique israélo-américain dans la zone : la Syrie, l’Iran, le camp progressiste au Liban agrégé autour du parti communiste et des mouvements de la guérilla palestinienne.

Dans ce contexte, Georges Ibrahim Abdallah va apparaitre comme un DOMMAGE COLLATERAL d’un conflit de puissance. UN BOUC EMISSAIRE IDEAL. Georges Ibrahim Abdallah, un libanais chrétien de naissance, mais militant communiste pro palestinien, cassait la grille de lecture traditionnelle des représentations. IL CASSAIT LE CODE. Il sera un bouc émissaire.

Un bouc émissaire n’est pas nécessairement un coupable, mais un coupable idéal en ce que sa culpabilité ne remet pas en cause l’ordre social. Ou plutôt elle peut être actée sans dommage pour le corps social.

 

UNE INCARCÉRATION SYMPTOMATIQUE DE LA PATHOLOGIE FRANÇAISE.

 

Au-delà des faits, l’incarcération de Georges Ibrahim Abdallah sous-tend un mal profond, symptomatique de la pathologie dans laquelle baigne la France depuis la fin de la seconde guerre mondiale en raison d’un quadruple fait :

 

A- La tétanie du débat public en France du fait juif consécutif à la collaboration nazie du régime de Vichy qui condamne la «Patrie des lumières» à une solidarité expiratoire inconditionnelle à l’égard d’Israël, conférant à ses dirigeants une impunité, et à leurs thuriféraires français, une immunité corrélative.

B – L’OPA exercée par la France sur la chrétienté arabe, découlant de son statut de «fille aînée de l’Eglise», l’autorisant à préempter le rôle de «protectrice des chrétiens d’Orient», assujettissant ses pupilles non à un rôle protecteur, mais à un «protectorat de fait», leur assignant une fonction d’obéissance, qui condamne aux mines de sel tout récalcitrant à ses aberrations politiques.

C- Le décalage qui existe entre l’image que la France s’emploie à projeter d’elle-même sur le plan international et la réalité de sa politique interne. Le mythe sur lequel elle prospère et la mythomanie dans laquelle elle se vautre, avec sa codification juridique longtemps fondée selon le principe du gobino darwinisme (Code Noir de l’Esclavage, Code de l’Indigénat), au mépris du principe de la Liberté. L’impunité de sa technostructure au mépris du principe d’égalité, au mépris du principe de la fraternité.

D – La confusion que se fait la France de son rôle qui l’autorise à s’arroger abusivement le statut de «Patrie des Droits de l’homme», alors qu’elle n’est en fait que la «Patrie de la Déclaration des Droits de l’Homme», en raison de ses abus répétitifs en ce domaine : Du Code Noir de l’Esclavage, au Code l’Indigénat, à la Colonisation, à la cristallisation des pensions des anciens combattants de l’outre-mer, à la torture durant la guerre d’Algérie, aux repentances successives à propos de la déportation des juifs français vers les camps de la mort, au confinement des Harkis dans les recoins concentrationnaires de la République, eux, qui ont pris le parti de la France contre leur patrie d’origine.

 

DE LA THÉORIE ISRAÉLIENNE DU «CRIME DE SANG» ET DE SA DISTORSION

 

Le cas israélien. Etude comparative des cas de Samir Kintar et de Georges Abdallah


Israël considère qu’un crime de sang de nature «terroriste» est imprescriptible de même que la peine y afférente. Par crime de sang s’entend tout acte commis par un étranger (goy) ayant abouti au meurtre et à l’assassinat d’un israélien, qui se définit d’ailleurs par acte de terrorisme. Les règlements de compte au sein de la mafia juive américaine ou au sein de la mafia israélienne ne figurent pas dans cette catégorie de même que les crimes passionnels. De même que les crimes commis par des goyims ou contre des goyims. Israël s’est ainsi exonéré des massacres de Sabra Chatila, en septembre 1982, à Beyrouth, faisant valoir, selon le premier ministre de l’époque, Menahem Begin que « Des goyims ont tué d’autres goyims en quoi Israël est responsable ? ».

Samir Kintar, le militant libanais pro palestinien, a commis un attentat en Israël même provoquant une dizaine de victimes dont plusieurs morts. Son crime était théoriquement imprescriptible et sa peine aussi. Pourtant Samir Kintar, doyen des prisonniers politiques arabes en Israël, a été libéré après 24 ans de captivité au terme d’un échange, matérialisé par la restitution de dépouilles de soldats israéliens contre sa libération et celle de plusieurs dizaines de prisonniers libanais, palestiniens et arabes.

 

Le cas de la France : étude comparative des cas d’Anis Naccache et de Georges Ibrahim Abdallah


Anis Naccache, libanais sunnite converti au chiisme, chef du commando qui a tenté d’assassiner Chappour Bakhtiar, le dernier premier ministre du chah d’Iran, le 18 juillet 1980, à Neuilly sur Seine, a été condamné à la réclusion criminelle à perpétuité le 10 Mai 1982.

L’opération s’était soldée par le bilan suivant : 3 tués et deux blessés. Parmi les tués, deux policiers, Bernard Vigna (22 ans) et Jean-Michel Jamme (23 ans) ainsi qu’une voisine de Bakhtiar, Yvonne Stein (45 ans). Parmi les blessés, un policier Georges Marty (23 ans) et la sœur de Mme Stein. En dépit de ce lourd bilan, Anis Naccache sera gracié le 27 Juillet 1990 par le président François Mitterrand dans le cadre de la négociation globale menée entre la France et l’Iran à l’arrière-plan de l’affaire des otages français détenus au Liban. Anis Naccache aura ainsi purgé dix ans de prison pour une affaire qui aura coûté la vie à trois français dont deux agents de l’état français. A croire que la France parait plus vulnérable aux pressions des puissances étrangères qu’à la protection de ses propres nationaux.

 

LA SPIRALE DES OTAGES : UN MESSAGE CODÉ SANS AMBIGUÏTÉ

 

Lorsque en ce premier jour du printemps de 1985, Marcel Carton et Marcel Fontaine sont enlevés à Beyrouth, nul ne pouvait prévoir que cette prise d’otages allait provoquer le plus formidable imbroglio diplomatico-médiatique de l’histoire récente de la France, tétaniser sa politique au Moyen orient, et, en devenant un enjeu politique, mettre à nu les rivalités interrégionales et inter-françaises.

Au départ, l’enlèvement des deux diplomates français, le 22 mars 1985, dans le secteur musulman de la capitale libanaise, pouvait donner à croire qu’il s’agissait d’un évènement fortuit, d’une opération crapuleuse, semblable à tant d’autres dont Beyrouth, livrée à l’anarchie et à la lutte de factions, était quotidiennement le théâtre. Rétrospectivement, le choix de deux ressortissants français représentant leur gouvernement se révèlera être une action délibérée, qui, au fil des jours, va s’institutionnaliser pour être érigée en politique systématique visant à faire fléchir la position de Paris sur la guerre du Liban et le conflit irako-iranien.

De 1984 à 1989, soit en cinq ans, au plus fort de la guerre irako iranienne, Trente et un (31) occidentaux y compris des officiers, des religieux, des journalistes, ont été pris en otage au Liban dont 10 périront en captivité.

Au terme de cette sarabande mortifère, Anis Naccache sera libéré, la France consentira à apurer le contentieux Eurodif, le remboursement d’un milliard de dollars à l’Iran, contrepartie de la participation iranienne au consortium nucléaire franco iranien, alors que les Etats Unis sombraient dans le scandale de l’Irangate, la fourniture clandestine d’armes à l’Iran dans sa guerre contre l’Irak.

 

LA NÉGLIGENCE CRIMINELLE DES DIRIGEANTS LIBANAIS

 

Pourquoi une telle disparité de comportement à l’égard de ces deux libanais Anis Naccache / Georges Abdallah, deux militants de la cause palestinienne ? Très simplement parce que l’un, Anis Naccache, était fermement soutenu par un état qui se vit en puissance régionale et entend se faire respecter sur la scène internationale, l’Iran, alors que l’autre, Georges Abdallah, est ressortissant d’un pays, le Liban, dont les dirigeants successifs sombraient dans l’affairisme avec leurs homologues français sans se soucier aucunement de leur concitoyen libanais injustement incarcéré en France.

A l’exception du président Emile Lahoud (1998-2007), mis à l’index par les Occidentaux pour son soutien au Hezbollah, pas un président libanais n’a soulevé le cas de Georges auprès de ses interlocuteurs français.

Ni le phalangiste Amine Gemayel, qui a conclu un traité de paix mort-né avec Israël, en 1983, ni Elias Hraoui, un factotum de son premier ministre le milliardaire libano saoudien Rafic Hariri, ni non plus le général Michel Sleimane, plus soucieux de se trouver un point de chute auprès de ses amis français plutôt que de défendre la cause de son compatriote. De surcroît, en vingt-trois ans de connivence franco libanaise au plus haut niveau, sous le Tandem Rafic Hariri / Jacques Chirac, puis sous le partenariat Sarko-Qatari, sur fond d’affairisme, pas un premier ministre libanais n’a soulevé la question de la détention arbitraire de leur compatriote.

En contrechamp, Hassan Nasrallah, le chef du Hezbollah libanais, réussissait l’exploit de libérer des prisons israéliennes plusieurs dizaines de combattants pro-palestiniens libanais et arabes, -notamment le doyen des prisonniers politiques arabes en Israël, le druze libanais Samir Kintar, sans le moindre chiite dans le lot.

 

LE PARCOURS ATYPIQUE D’UN HOMME DE CONVICTION

 

Il aurait été judicieux, -et il serait judicieux pour se dégager de cette souillure morale-, d’appliquer à Georges Ibrahim Abdallah, la jurisprudence israélienne au sujet de Samir Kintar, dans une sorte de démonstration par l’absurde.

 

Laurent Fabius, le petit télégraphiste des Israéliens dans le dossier sur le nucléaire iranien, et Manuel Valls, le «petit caniche» d’Hillary Clinton, secrétaire d’état américain, se sont refusés à cette option cédant aux oukases de leur patronne américaine.

C.f. à ce propos le message reproduit en bas de page du département d’état intimant aux deux ministres français de contourner la décision judiciaire française pour maintenir en détention Georges Ibrahim Abdallah.

Devant une telle disparité de traitement, la question se pose de savoir «pourquoi ce qui est bon pour Israël n’est pas bon pour la France», un pays pourtant souverain ? Ou, alors, faudrait-il tuer deux soldats israéliens pour obtenir la libération de Georges Ibrahim Abdallah, en échange de leurs dépouilles ?

Militant pro palestinien d’origine libanaise, emprisonné en France depuis 36 ans, Georges Ibrahim Abdallah a été l’objet d’un invraisemblable déni de droit de la part de la France, dans l’indifférence générale de l’opinion arabe et internationale, particulièrement libanaise. Incarcéré depuis 1984, il a battu le record détenu jusque-là par Nelson Mandela (24 ans), le chef du combat nationaliste sud-africain.

L’homme, il est vrai, est atypique en ce que son parcours transcende les traditionnels clivages ethnico religieux qui constituent les habituelles grilles de lecture du conflit israélo-palestinien. Militant communiste issue d’une famille chrétienne du Nord-Liban, ancien élève des congrégations religieuses chrétiennes françaises au Liban, Georges Ibrahim Abdallah a été condamné à la peine maximale prévue par la loi, pour l’exécution d’un responsable du Mossad israélien et celle d’un attaché militaire américain à Paris en 1982.

Au-delà du bien-fondé de sa condamnation sur la base de preuves sujettes à caution, l’homme a purgé sa peine. Libérable, selon le droit français, depuis 1999, soit depuis 20 ans, il a été maintenu en détention sur ordre direct des États-Unis, aiguillonnées en sous-main par Israël. Georges Abdallah est en fait un homme libre en captivité. Tel est le paradoxe de cet homme de conviction et de rare courage, victime des contradictions françaises.

Pleinement Libre, mais retenu en otage des considérations politiques françaises où le ministère de l’intérieur fait capoter une remise en liberté, non au nom de la raison d’état, mais pour des considérations électoralistes; où la duplicité tient lieu de posture morale en ce que le principe de la séparation des pouvoirs, hautement proclamé de manière répétitive à chaque scandale politico financier, est régulièrement mais subrepticement bafoué par des arguties de basses manœuvres politiques. Georges Abdallah est ainsi arbitrairement maintenu en prison au terme de sa détention, au point que le quotidien libanais «Al Akhbar», le journal de la gauche patriotique libanaise, a émis l’hypothèse d’une prise d’otage d’un français en vue d’obtenir son échange avec Georges Ibrahim Abdallah. http://www.courrierinternational.com/article/2014/11/07/faut-il-kidnapper-un-francais-pour-faire-liberer-georges-ibrahim-abdallah

 

La Cour d’appel avait ordonné la libération de Georges Ibrahim Abdallah en subordonnant sa remise en liberté à un arrêté d’expulsion du territoire du ministre de l’intérieur. Beaucoup y ont vu dans cette décision de justice une double peine déguisée infligée au prisonnier. Un principe prohibé par le droit français. D’autres, tout aussi nombreux, ont considéré que le fait de subordonner, à tout le moins de conditionner la mise en application d’une décision de justice, à une décision administrative du ministère de l’intérieur, a constitué un cas flagrant d’atteinte aux principes généraux du droit, un principe constitutionnel, le principe de la séparation des pouvoirs.

La Cour de cassation a, elle, rendu un arrêt sans renvoi à propos de Georges Ibrahim Abdallah. Une décision qui coupe la voie à tout recours ultérieur possible devant une juridiction française. Un arrêt à la Kafka en somme en ce que le doyen des détenus politiques de France a déjà purgé sa peine et sa libération ordonnée. La Cour de cassation le renvoie à sa case départ : La prison sans fin, sans issue.

Pour l’histoire et pour information des lecteurs, en sa qualité de ministre de l’intérieur, Manuel Valls avait volontairement retardé la signature du décret d’expulsion de Georges Ibrahim Abdallah, exigé par la justice française pour sa sortie de prison, prolongeant ainsi arbitrairement de deux mois la détention du militant pro palestinien qui avait purgé sa peine depuis dix ans. Dans l’attente d’une décision de la Cour de cassation. Pire. Son philo-sionisme le portera à surenchérir sur le standard israélien en matière de crimes de sang. Dans un excès de zèle propre aux néophytes, il établira un standard qui outrepasse le standard israélien en la matière.

Mais la France n’a pas respecté ses lois, l’expression de la volonté générale représentée par l’Assemblée nationale, artisan du Code Pénal. Une peine a été accomplie dans sa totalité. Elle impliquait la libération du détenu. Une libération qui n’est pas une faveur, mais par application du principe de la légalité des délits et des peines. La peine, accomplie de manière exemplaire, c’est-à-dire en conformité avec les règles de bonne conduite, ouvrait droit à une libération anticipée. Cela n’a pas été le cas. Mais cela n’aurait jamais dû se compenser pour autant par une détention sinon illégale, à tout le moins arbitraire.

Son comportement exemplaire a constitué une éclatante victoire morale de grande portée stratégique et psychologique en ce qu’il a conduit un état se réclamant abusivement comme la «Patrie des Droits de l’Homme» a commettre un déni de droit. A contraindre son bourreau, dans ce bras de fer, à se désavouer et à se rendre coupable d’abus de droit.

 

Né le 2 avril 1951 à Al Qoubaiyat (Nord-Liban), ce militant communiste pro palestinien a été blessé lors de la première invasion israélienne du Sud Liban en 1978. Il passe pour avoir été le chef des FARL (Fractions armées révolutionnaires libanaises) dont il aurait dirigé depuis Lyon les opérations en France sous les pseudonymes Saleh Al-Masri et Abdel Kader Al Saadi.

En 1982, les FARL revendiquent l’assassinat de Charles E. Ray, attaché militaire américain à Paris, le 18 janvier 1982, ainsi que Yaacov Barsimentov, diplomate israélien (le 3 avril 1982, et blessent gravement Robert Onan, consul américain à Strasbourg). Arrêté à Lyon le 24 octobre 1984, il a été condamné à perpétuité par la Cour d’assises spéciale, sous les pressions conjuguées des États-Unis et d’Israël pour complicité d’assassinat, le 28 février 1987.

«Qu’un combattant arabe soit jugé par une Cour Spéciale en Occident, rien de plus normal. Qu’il soit traité de criminel et de malfaiteur, rien de vraiment nouveau, déjà les « bandits de l’Aurès » (1), les « terroristes » de Palestine, ainsi que les « fanatiques lépreux » d’Ansar et Khiam (2) ont été l’objet de ces honorables qualificatifs. Ils rappellent à tous ceux qui ont la mémoire courte le patrimoine de votre justice occidentale ainsi que votre civilisation judéo-chrétienne», lancera Georges à ses juges lors de son procès devant la Cour d’Assises Spécial le 28 Février 1987.

 

  1. Allusion aux combattants du FLN pendant la guerre d’Algérie, qualifiés ainsi dans la presse française de l’époque.
  2. Ansar est un camp de concentration israélien, Khiam un camp de concentration et de torture de la milice fasciste libanaise «Armée du Liban Sud» qui était organisée, armée et financée par Israël » .

Georges Ibrahim Abdallah, un des doyens des prisonniers politiques à travers le Monde, est l’honneur des Arabes, la conscience des révolutionnaires, le remord vivant des mystificateurs et des imposteurs. Né libre et demeuré tel. Fidèle à son engagement. Fidèle à lui-même. Fidèle à sa liberté, sa compagne de captivité, durant sa période d’incarcération.

En 34 ans de captivité, l’homme n’a jamais renié ses convictions, jamais déserté le combat politique, jamais été intimidé par le comportement dilatoire de son geôlier, le ministre socialo néo-conservateur de l’Intérieur, Manuel Valls, relai fidèle des pressions américaines et israéliennes. Dans l’adversité, il a vaincu ses adversaires fielleux qui, au déni de droit, lui ont superposé un abus de pouvoir. L’arbitraire dans la «Patrie des Droits de l’Homme». Quelle infamie. Quelle forfaiture. La marque d’un nanisme politique.

Qu’on se le dise et que cela se sache : Georges appartient à la race des hommes libres. Pas plus « Uncle Ben’s » que «Bounty». Ni un « native informant» (1) ou un «rented negros» (2) qui peuplent malheureusement nos lucarnes et polluent nos esprits.

Qu’on se le dise et que cela se sache : Entre Georges Ibrahim Abdallah, Samir Kantar, ancien doyen des prisonniers politiques arabes en Israël et la version moderne de l’opposition arabe, désormais invariablement off-shore, invariablement dans les rets de l’ancien pouvoir colonial, il existe une différence d’échelle : Une différence de stature. «Y’a pas photo».

La même différence de stature entre Shirine Ebadi, Prix Nobel de la Paix, militante des Droits de l’Homme en Iran même, sur le territoire de son propre pays, et les mondaines de l’opposition cathodique de Syrie et d’ailleurs. « Y‘ a pas photo » non plus. C’est parure de diamants contre peanuts.

Georges Ibrahim Abdallah est le parfait contre-exemple des opposants modernes arabes qui se déploient off-shore téléguidés depuis les chancelleries des anciennes puissances coloniales, en costume cravate et des golden-cartes de crédit alimentées par les pétrodollars monarchiques. Son incarcération prolongée a signé une forme de forfaiture, le propulsant par contrecoup, au rang du symbole du militantisme intégral. Inclinons nous devant Georges Ibrahim Abdallah, Samir Kintar, Marwane Barghouti (Fatah) et Ahmad Saadate (FPLP) des compagnons de lutte dans la captivité et la dignité. Des hommes de conviction qui ont transcendé leur clivage ethnico-confessionnel, qui gangrène le Monde arabe, pour maintenir vivante la flamme de la Résistance et l’empêcher de sombrer dans la reptilité.

Que les hommes épris de paix et de justice dans le Monde nous rejoignent dans ce combat pour le respect de la parole de la France tant il importe que la France respecte sa parole pour que le monde puisse continuer à respecter la parole de la France.

Un des grands maux de la France contemporaine a été diagnostiqué par Noël Mamère en ces termes : La France cache sa politique de ségrégation derrière le vocabulaire de la révolution française. http://blogs.rue89.nouvelobs.com/chez-noel-mamere/2015/02/02/la-france-cache-sa-politique-de-segregation-derriere-le-vocabulaire-de-la-revolution-francaise-234189

Mal jugé, mal condamné, le cas de Georges Ibrahim Abdallah constitue une ignominie dans l’ignominie. L’ostracisme dont il est l’objet l’a projeté, par contrecoup, au rang de héros mythique du combat palestinien, au même titre que Marwane Barghouti, le chef du Fatah, et Ahmad Saadate, le chef du Front Populaire de Libération de la Palestine, indice du nanisme politique des dirigeants tant libanais que français.

Inflexible, inaltérable, inoxydable, incorruptible, Georges Ibrahim Abdallah jusqu’au bout, sûr de son droit, aura défié ses tortionnaires, purgeant néanmoins une peine, inique, sans le moindre trébuchement, sans le moindre fléchissement, sans le moindre vacillement. Homme debout, dans une posture qui le propulse au rang d’exemple. Une référence du combat de libération. Un brave parmi les plus braves.

Au fur et à mesure que le temps s’écoulera, se réduira la marge de manœuvre de la France qui la conduira à des comportements aberrants, erratiques. Hillary Clinton, la fausse démocrate, a été carbonisée sur le bucher de ses vanités, éliminée par le xénophobe populiste Donald Trump, lors de la compétition présidentielle américaine de 2016. Son interlocuteur français Manuel Valls, en transfuge socialiste, a déserté le combat socialiste en France pour un rôle de fugitif à Barcelone, glanant au passage le titre d’ «homme politique le plus détesté de la gauche française» et Laurent Fabius, le sobriquet du plus célèbre ronfleur des forums internationaux. Tous les trois rejetés dans les poubelles de l’Histoire.

Il est à craindre qu’un lointain successeur de Jupiter de France ne procède à son tour à une «repentance» pour le comportement de la France à l’égard de Georges Ibrahim Abdallah; La marque de fabrique de la «Patrie des droits de l’homme» depuis la fin de la seconde guerre mondiale, tant à l’égard des Juifs que des Harkis, que du mathématicien Maurice Audin, mort sous la torture des Français pour son opposition à la guerre d’Algérie.

«Les lignes de fuite sont les plus belles, mais elles comportent le plus grand risque, c’est de se transformer en lignes de mort» (Antonin Artaud).

«Plaise à la Cour de condamner l’Etat français du «crime de forfaiture morale» et de frapper d’ «indignité nationale» ses servants, Manuel Valls, ministre de l’Intérieur, et, Laurent Fabius, ministre des Affaires étrangères, «pour avoir failli aux obligations de leurs charges, aggravé la déchirure du pacte républicain, trahi la confiance du peuple souverain, bafoué les valeurs de la justice dans une démocratie et partant les principes fondateurs de la République».

Vive la Palestine. Longue vie à Georges Ibrahim Abdallah. Que son exemple serve de référence à la génération de la relève. Que dans la mémoire des peuples en lutte son nom vive éternellement.

 

 

 

NOTES
ILLUSTRATIONS
  1. Fresque quartier Saint-Gilles, Bruxelles. Sources : Palestine Vaincra – freeabdallah.red – Free Georges Abdallah
  2. Alain d’Orso – Docteur en médecine, Dakar.
  3. Gilbert Hanna.

 

SITES À CONSULTER

 

ANNEXE DOCUMENTAIRE

 

INJONCTION DE HILLARY CLINTON À LAURENT FABIUS ET MANUEL VALLS POUR ENTRAVER LA DÉCISION DE LA JUSTICE FRANÇAISE ORDONNANT LA REMISE EN LIBERTÉ DE GEORGES IBRAHIM ABDALLAH.

UNCLASSIFIED U.S. Department of State Case No. F-2014-20439 Doc No. C05797452 Date: 11/30/2015.
(SBU) Georges Ibrahim Abdallah was sentenced to life in prison in 1987 for his involvement in the 1982 murders of U.S. military attaché Charles Ray and Israeli diplomat Yakov Barsimentov in Paris, as well as for the 1984 attempted murder of the U.S. Consul General in Strasbourg,
Robert Homme. A former leader of the Marxist-Leninist guerilla group Lebanese Armed Revolutionary Factions, Abdallah is reputedly one of the longest-serving prisoners in Western Europe. He became eligible for release in 1999, but seven successive appeals were consistently denied on the grounds he has shown no remorse for his crime and likely will resume his revolutionary struggle if released and deported to Lebanon. Although the French Government has no legal authority to overturn the Court of Appeal’s January 10 decision, we hope French officials might find another basis to challenge the decision’s legality.

Source : https://wikileaks.org/clinton-emails/Clinton_Email_November_Release/C05797452.pdf

WIKILEAKS – CLINTON EMAILS

 

 

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bras da costa
mai 2013
 
 
 
 


06/10/2013
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